Manequim Nu – Consumo

O Laboratório de Imagem é coordenado pela professora Maria Florentina. Segundo o prof. Álvaro, a Flo é uma freudiana com alma de Jung. Por enquanto só posso dizer que esse laboratório inspira..

A partir do livro de Baudrillard:  A Sociedade de Consumo, capítulos:  ‘A Lógica Social do Consumo’ e ‘Para uma Teoria do Consumo’ – produzi 2 micro-ensaios em slide: Associação Índio Camelô e Manequim Nu.

Vou postar aqui algumas fotos do Manequim Nu e deixo para o próximo as fotos da Associação Índio Camelô.

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O enfileiramento dos manequins e seus corpos em pedaços, o reflexo dos enfileirados na vitrine, os manequins destituídos como suportes de vestuário – nús diante da vitrine: o ‘habitat natural’, o interior da vitrine vazia, o funcionário que limpa o espaço e todo o desarranjo orquestrado pela reorganização da vitrine – são fatores, dentre outros possíveis, neste arranjo informal. Onde não houve qualquer organização em relação as peças, simplesmente identifiquei na disposição das mesmas diante da vitrine uma boa oportunidade para exercitar o olhar sob o tema proposto.

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5 Respostas to “Manequim Nu – Consumo”

  1. Aracelli Says:

    Você tinha razão ao dizer que no blog as fotos ganharam uma nova impressão. Ficou bem melhor! O slide ficou um pouco acelerado e não deixou que percebecemos a qualidade das fotos. Adorei-as! Parabéns!

  2. Andreaha San Says:

    Engraçado Aracelli, enquanto postava minhas fotos lembrava da sua foto super inspirada, que como bem apontou os colegas em classe lembram o Parangolé do Oiticica.

    Vc bem poderia se inscrever aqui no wordpress, é simples! Assim poderá postar tb suas fotos! Vai a dica pra vc e os demais colegas.
    Valeu, bom dia!

  3. karenportugal Says:

    Olá Andrea, gostei demais deste ensaio. O enquadramento que você deu na segunda foto, apartir da linha no chão, somado ao reflexo do vendedor, conferem muita vida aos manequins. É como se fossem consumidores destituídos de suas posses, colocados para fora do circuito de consumo, enfileirados, como falei na aula, me remetem aos corpos nus na fila para câmara de gás, nos campos de concentração, seres deletados do sistema.
    Todas as fotos, me prendem e me instigam a fazer várias releituras, ora a partir dos reflexos, mundos em paralelo, espectros, nos dois últimos slides, enfim, muito bom. Parabéns! Enriqueceu muito nossa leitura do texto, que infelizmente, poderia ter sido retomada.

  4. Andreaha San Says:

    Oi Karen, possuímos visões aproximadas, pelo menos por aqui. Seria uma pré-disposição do olhar? Provavelmente por isso você me fez lembrar de outra nuance engraçadíssima que não me ocorreu na sala.

    Quando eu entrei na loja e pedi permissão para com maior liberdade capturar as fotos, o vendedor que primeiro ouviu a minha solicitação, me respondeu se esquivando com a cara fechada. Por uma fração de segundos senti como se o perseguisse.. Pediu que me reportasse ao gerente. Obedeci, o gerente me recebeu com largo sorriso, liberou as fotos sem qualquer problema, e quis revelar-me o motivo de seu sorriso de canto a canto: ‘Pode fotografar tudo o que quiser aqui, dentro ou fora.. Você quer os homens pelados né..’ – e ria-se todo enquanto eu ia de leve desconfiando que poderia estar sendo confundida com algum tipo de tarada ou coisa do gênero. : P

    Naturalmente comecei a me justificar dizendo que era trabalho de pós, tipo ‘coisa séria’, sabe.. Embora ele tenha retraído ligeiramente o sorriso sacana, já havia estigmatizado o meu trabalho a uma conotação sexual (lembrei do depoimento sensacional da Patrícia, o treinamento dos pilotos – homens – e a desconfortável troca de olhares). No final relaxei e ri junto ao gerente pelo confrontamento amigável de nossas perspectivas diferenciadas. Mas intimamente ria também por me enxergar melhor através da necessidade em me justificar – desnecessária para uma relação que não teria mais continuidade..

    Esta situação, longe da sala, ou de nossa ‘cultura aproximada’ é sempre rica ao nos dispor à ‘confrontar’ diferentes consciências, provocando as nossas bases interiores.

    Imagina se quando eu entrei na loja, houvesse por trás desta situação outra pessoa registrando tudo.. Realmente é uma pena não termos retomado o texto de Baudrillard, há muito pano pra manga.. Por outro lado, embora excelente, a densidade do texto me pede uma práxis para realizar a teoria, caso contrário tem momentos em que a teoria me satura. E aí já viu, o cabeção aqui precisa de despacho.. Valeu!

  5. edson Says:

    gostaria de divugar nosso serviço de fabricamos manequis em fibras de vidro, executamos qulquer tipo de reformas, peças, moldes referente a fibra de vidro.

    telefone: 2010-9624 / 7522-7712 / 7550-8124

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