A Questão da Arte no Discurso dos Homens

Discurso de homens! Gerald Thomas entrevistando Michel Melamed(esta é a 5a parte de 6, o resto está no youtube). Michel é aquele tipo de figura genial fofa e vocacionadíssima pela linguagem-flash das novas mídias em versão conteúdo de tirar o fôlego, que, comendo pelas beiradas, vai se inserido. E com ele as nossas esperanças.. (o contemporâneo que transmuta seu espaço).

Gerald é o gênio detonador(tem o espírito destruidor dos revolucionários modernos). Adorei o seu, The Flash and Crash Days. No vídeo acima, ele questiona os valores milionários atribuídos a certos artistas. O Michel contemporaniza, diz que olha para o que lhe interessa, concordo com sua  ‘política espiritual’. Mas o fato é que os espaços são reduzidos e as escolhas, em boa parte, são de interesses no mínimo amplamente questionáveis, enquanto artistas realmente CRIADORES, ficam de fora. É mais do que fato, é ranço! Na política e cultura o que mais se vê é apadrinhamento, ou digamos em outros termos, ações entre amigos. Todo mundo tem o seu grupo de afins, mas quando o negócio envolve verba e interesse público, nem nomeações deveriam ser permitidas.

Voltando a questão para os espaços artísticos, então sobra espaço pra quem¿ Só para os gênios dos gênios, o que não deveria interessar à uma sociedade que se diz inclusiva. Afinal, o que fazer com o resto dos artistas¿ Manda pro BBB ou dá um emprego no banco, ou seja, fuzila e depois pergunta: faz o que pra sobreviver¿ Cospe no cadáver e lava as mãos.

Só um parênteses no Gerald. O Duchamp não me parece ter detonado a arte pela arte, mas a arte pelo mercado que se produziu entorno dela. Logo, se o mercado destrói a arte, ele como campeão de xadrez que tb era, estrategicamente subverteu o sistema, produzindo uma arte que colocou em cheque os parâmetros do próprio sistema. Isso sim é uma puta-deusa-e- abençoada jogada de mestre, Arte!

Gerald e Michel, ambos atualíssimos deveriam ter espaços de valor no cotidiano brasileiro, com tanto formador de opinião inútil propagando uma cultura de mesma qualidade é sacanagem o Gerald não ter seu lugar cativo entre nós.

Mas é isso,  a nossa pátria continental ainda não foi devidamente pluralizada, divisão de renda é artigo sensacional, tipo Bolsa Família, o cachê da miséria nacionalmente instituída vale uma reeleição.. Êee nós, povinho sem pai nem mãe.

O meu voto é nulo.

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