Archive for the ‘Meditação e Sonhos’ Category

Via Láctea 2

abril 26, 2009
Mané Dengoso e seu Lagarto Escabroso - Pintura / 2003 / Andrea
– Mané Dengoso e seu Lagarto Escabroso – Pintura mista s. tela / 2003 / Andrea


Quando estive em Santiago de Compostela, não havia qualquer intenção em peregrinar. Fizemos o caminho todo de carro.

 

Estivera na Bretanha pra conhecer a família de meu namorado. Em seguida retornamos à Alès para restaurar algumas pinturas que vieram do Brasil para minha individual, Brinquedos, que ocorreria logo após a Bienal de Cerveira em Portugal. A Bienal me convidara à expor o: Mané Dengoso e seu Lagarto Escabroso. Época em que a minha pintura denunciava o formato HQ ou ‘quadrinhos’ que desenvolvo agora de maneira ‘convencional’ – embora nem tanto..

 

Cruzamos de leste à oeste o sul da França, no limiar do norte da Espanha, e pernoitamos numa aconchegante casa de pedras. Uma única noite de estadia e tive um sonho que se realizou com o nascimento de minha sobrinha, Estela. Não sabia ainda, mas minha irmã havia vencido questões pessoais que a afastavam da possibilidade de engravidar da nossa tão evocada caçulinha. Não foi apenas uma visão iluminada, significou uma grande vitória de minha irmã.

 

O título do filme de Buñuel, Via Láctea, é referência a Santiago de Compostela, do latim, Campus Stellae, ou Campo das Estrelas. Remete a luminosidade que, dizem, sinaliza as estrelas que estão sob a tumba do Santo. Assim como a Via Láctea produz um traço estrelar, diz-se que o Caminho de Santiago reproduz este traçado na Terra. Por isso, ele é também conhecido como Via Láctea.

 

Um caminho sagrado simboliza, a grosso modo, o enfrentamento dos desafios pessoais que naturalmente podem conduzir à uma elevação de consciência devido a transmutação de paradigmas.

 

Há pouco tempo percebi a relação intrínseca do nome: Compostela e da Estela. O nome de minha sobrinha (de apenas 3 anos) tão querida, amada e ‘comparsa’ ; ), significa estrela… A isso o senso-comum  chama de coincidência. De minha parte como não participo de qualquer ‘seita cultural’, sou apenas eu e o mistério da vida, prefiro no encaminhar da mesma observar qual o sentido do sinal.

 

Afinal, se o meu corpo produz dores, efeitos que traduzem causas diretas e indiretas, por que o mesmo não ocorreria em relação a Natureza, se somos a micro realidade de sua macro existência?

 

Por que eu tive o privilégio de ver a minha pequena antes de qualquer pessoa, há prováveis 8 meses de seu nascimento? Por quê? Pra quê? Como? Seria adequado compreender ou apenas observar? De novo.. Porquê?

 

Sonhos proféticos eram bem mais comuns em minha infância do que na vida adulta. Há poucos anos analiso o processo e por ele mais facilmente me reencontro através da meditação. É lá no vácuo de minha existência física, que reequilibro todos os níveis corporais, apta a vislumbrar uma realidade que não depende apenas da visão e demais sentidos – é certamente de outra ordem. Mas isso é outra história..

Entidade Caramujo

março 22, 2009

Outro dia sonhei com um caramujo gigantesco que eu deveria carregar de um canto à outro. A imagem me causou espanto e quando procurei pelo medo, devido a proximidade com figura tão perturbadora, percebi com estranheza que não havia medo algum. Apenas asco, o que naturalmente explicava certa necessidade de distanciamento.  

Quando dei conta das intrigantes percepções em mente, percebi também que havia impresso na memória que um caramujo é um ser nojento. Mas efetivamente, apesar de sua aparência leitosa, não experimentei nenhuma gosma ou coisa parecida.

Do sentimento ambíguo passei a notar de minha parte certo respeito para com o caramujo. Eu não saberia explicar, mas sentia que estava diante de um ser sagrado, e este sentimento suplantava tudo o mais. 

E pra voltar a dormir com essa? Não consegui. Fiquei olhando para o teto querendo saber o que aquele caramujo queria me dizer..

Na filosofia Ráshuah aprendi depois de algum tempo de prática meditativa, que as imagens do subconsciente geram sentimentos que nos fornecem o sinal primordial à compreensão de sua linguagem. Todo sinal é por princípio uma pista, um detalhe ou parte de algo maior. Como base na interpretação do sonho, o sinal oriundo do sentimento indica a qualidade da situação, se boa ou ruim. O sinal não nos orienta ao significado específico, mas ao significado geral. Foi somente aí que raciocinei com amplitude. Lá no fundo sentia que o meu sonho possuía uma mensagem boa, pura e até mesmo sagrada no sentido do desenvolvimento de minha personalidade, mas precisava saber mais e fundamentalmente experimentar o processo com profundidade. Simplesmente formulei o meu questionamento em meditação:  Qual o sentimento que o caramujo me trouxe?

Durante o meu dia, emergiram à consciência, imagens de meu sonho onde pude confirmar a nítida sensação de respeito que eu nutria pela entidade caramujo. Realmente como eu supunha, não havia medo, mas certo respeito, alguma ambiguidade e muito mistério.

Um dia depois do sonho com o caramujo eu conquistei mais um degrau em meu crescimento pessoal. Na realidade estou num momento de enorme transição – pelo qual luto há anos –  o que se reflete em todas as áreas de minha vida. Há que se ter sabedoria num momento como este, por que um movimento na direção errada pode implicar grande perda de energia para se reorientar, como eu tantas vezes experimentei e me perdi.

Valeu seu caramujo! Obrigada por me revelar a intimidade de meus sentimentos, assim como a contundência da paciência. Sei que preciso dela agora. Este pequeno ser de extremos: alma cigana e espírito eremita, que vos observava com certo asco e inquietudo, hoje compreende a beleza de sua sábia lentidão rumo ao caminho propício.

Através da meditação orientada pela investigação dos sentimentos, tenho alcançado uma maior percepção quanto as minhas qualidades e limites. Esta tem sido a base de minhas investigações, e assim tenho me aprimorado. 

O sentimento não nos engana, já as imagens nem sempre são o que imaginamos..

As 7 Leis Espirituais – Deepak Chopra

julho 19, 2008

1-Leia da Pura Potencialidade: Somos um campo de infinitas possibilidades, que é a essência de nosso verdadeiro ser. Ao entrarmos em contato com esse manancial ilimitado, podemos criar e realizar tudo que precisamos para nossa felicidade.

Dia da semana correspondente: domingo.
Mantra: OM BHAVAM NAMAHA (Eu sou a existência absoluta).
Como incorporá-la em sua vida: para acessar sua verdadeira natureza, cultive momentos de silêncio e quietude. Faça meditação, comungue com a natureza e pratique o não-julgamento: aceite a si mesmo e os outros como são.


2- Lei do Dar e Receber: Estabelece que estamos em constante intercâmbio com o Universo. Dar e receber são aspectos diferentes do fluxo de energia que trocamos com o mundo. O dinheiro que ganhamos, nossos relacionamentos, o que damos e recebemos das pessoas são exemplos práticos dessa lei.

Dia da semana correspondente: segunda-feira.
Mantra: OM VARDHANAM NAMHA (Eu troco experiências com o Universo).
Como incorporá-la em sua vida: desenvolva um sentimento de gratidão pelos presentes que a vida lhe dá, pelo pôr-do-sol, pelos amigos, pelo que existe a sua volta. Proponha-se também a dar algo para as pessoas que encontrar: amor, um sorriso, uma palavra amável, um presente.Respire conscientemente. A inspiração e a expiração são exemplos concretos de que doamos e recebemos initerruptamente.


3- Lei do Carma ou da Causa e Efeito: Ensina que devemos estar atentos a nossas escolhas porque nossas ações geram reações equivalente. É a versão hindu do ditado popular: “cada um colhe o que planta”.

Dia da semana correspondente: terça-feira.
Mantra: OM KRIYAM NAMAHA (Minhas ações estão alinhadas com a lei cósmica).
Como incorporá-la em sua vida: preste atenção em suas escolhas. Ouça seu coração e verifique se elas causam conforto ou desconforto. Ao tomar decisões, pergunte-se: “Quais serão as consequências dessa escolha para mim? Como ela afetará os outros?”


4- Lei do Menor Esforço: Baseia-se no princípio da não-resistência. Revela que tudo na natureza flui naturalmente e sem esforço. É assim com o nascer do Sol e o desabrochar de uma flor.

Dia da semana correspondente: quarta-feira.
Mantra: OM DAKSHAM NAMAHA ( Minhas ações alcançam o máximo benefício com o menor esforço).
Como incorporá-la em sua vida: aceite as coisas como são, em vez de impor sua maneira de resolvê-las. Não queira controlar as pessoas e os acontecimentos nem culpe a si mesmo ou os outros pelo que acontece com você. Todo problema é uma oportunidade para transformar sua vida.


5- Lei da Intenção e do Desejo: Parte do pressuposto de que nossos desejos e intenções têm o poder de manifestar o que desejamos. Se queremos que algo cresça e floresça, devemos colocar nele nossa atenção. Se não queremos que aconteça, devemos retirar dele nossa atenção.  

Dia da semana correspondente: quinta-feira.
Mantra: OM RITAM NAMAHA ( Minhas intenções e desejos são apoiados pela inteligência cósmica).
Como incorporá-la em sua vida: faça uma lista de seus principais desejos e reveja-a diariamente antes de dormir. Entregue-os depois para o Universo – ele se encarregará de manifestá-los. Não deixe que dificuldades e obstáculos dissipem seus desejos.


6- Lei do Desapego: Para obter algo na vida, é preciso se desapegar do resultado. Você mantém firmes a intenção e o desejo, mas deixa o resultado nas mãos do Universo. O apego gera ansiedade e é baseado no medo e na insegurança.  

Dia da semana correspondente: sexta-feira.
Mantra: OM ANANDHAM NAMAHA ( Minhas ações são completamente livres e desapegadas de resultados).
Como incorporá-la em sua vida: nãos eja rígido. Acolha as incertezas. Lide com seus medos e inseguranças e cultive a confiança na vida. Inicie cada dia com o sentimento de que ele é um campo fértil para todas as possibilidades. Abra-se a elas.


7- Lei do Dharma ou do Propósito na vida: Todas as pessoas têm um propósito na vida, talentos únicos e uma maneira própria de expressá-los.

Dia da semana correspondente: sábado.
Mantra: OM VARUNAM NAMAHA ( Minha vida está em harmonia com a lei cósmica).
Como incorporá-la em sua vida: faça uma lista de suas habilidades e seus talentos. Isso o ajudará a enxergar melhor seu verdadeiro potencial. Observe as coisas que o deixam feliz e criam harmonia a sua volta. Elas são a expressão de seu dharma e dos seus talentos. Use-os para servir aos outros. Pergunte-se:” Como posso ajudar as pessoas com quem entro em contato?”
 

Dança Indiana no Shiva Studio

junho 27, 2008

Hoje tem festa a partir das 17 horas no Shiva Studio de Yoga e Ayurveda. Apresentação de Dança Indiana! – Rua Alice, 41 – Cobertura.

Maiores informações :

Tel: 21 2245 9090 | Fax: 21 2245 9091

| shivastudio@terra.com.br |

Para não Julgar os Pássaros

junho 9, 2008

Virou mania. Desde meados do ano passado saio todo domingo para fotografar.

Caminho mais do que produzo fotos, pra quem fica horas grudada na ilha de edição é um prazer balsâmico sentir o sol dilatando: pele, carne, têmporas, e o espírito quem sabe desperte para a pineal.

Desviei da rota habitual e fui parar na praia.

Uma praia desacreditada pelo frio que vem fazendo nos últimos dias, sabe-se lá o quão solitária ficará no clímax do inverno.

Logo me desmentiram dezenas de pássaros que cruzaram o céu no recorrido formato triangular. Percebi que era hora propícia à meditação e não tirei a máquina do mochila. Deitei e deixei me envolver pelos meus grandes companheiros de viagem.

Alguns poucos ainda buscavam alcançar o lugar que lhes era devido junto aos demais – geometricamente compartimentados naquela lógica que me incitou ao pensamento. Desejava me ver livre do raciocínio pra poder com eles voar, resolvi que era coisa de instinto embora pra mim pássaros pensam tanto quanto qualquer outro animal, tirando o homem, besta que é : ao invés de pensar raciocina.

Assim me perdia sob o vício do raciocínio: Além de voar e possuir a visão privilegiada que possuem, estariam os pássaros se divertindo a nos observar como a besta que somos?

Fechei os olhos aos estímulos externos. A meditação requer orientação do foco.

Fechei os olhos e me concentrei no exercício – dever de casa – da querida professora de yoga e amiga Sheila Quinttaneiro : OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN NAMAHA OM BHAVAN (inspirava) NAMAHA (expirava)

É um mantra de reunião com a Unidade e faz parte dos exercícios que começamos a desenvolver semana passada. Prática de não julgamento, quanto aos outros e à nós mesmos, é claro.

Abri os olhos de encontro aos pássaros, participei do vôo respirando mantra. Logo o meu corpo perdeu a gravidade, adentrei ao Todo, integrando.

Da restauradora comoção de todos os sentidos envolvidos como n’um só, concentrei-me totalmente na respiração – especialmente na inspiração como sugere Edgar Cayce(meditação inspirativa). Mas por lapso ou melhor, por hábito mudei o foco seguindo um pensamento qualquer que surgiu.  Imediatamente desviei de mim mesma e fui perdendo altura, consciência e dignidade. A gravidade me puxou novamente de encontro ao corpo.

Todo hábito tem o seu valor quando aprendemos que a vontade pode ser superior ao transformar o pensamento viciado, alternando sua frequência de acordo com o que se deseja colocar em prática como filosofia de vida.

Pela fascinação do vôo esqueço de voar.. O aprendizado continua.

Voltei a respirar profundamente para não julgar os pássaros.

Meditação, Informação, Política e Sociedade

maio 12, 2008

Eu poderia citar aqui dados científicos sobre o exercício da meditação, proporcionando o embasamento que a sociedade absorve como relevante. Mencionar a função dos níveis das ondas mentais: beta, alfa, teta e delta, mas o tema é pra lá de badalado, dados não faltam à sociedade da informação e também para o restante dos mortais que não obstante guiam suas escolhas pelas diretrizes apontadas por formadores de opinião. Hoje em dia, o que mais se consome no mundo é justamente: informação.

Na sociedade contemporânea a informação tem mais valor do que a experiência viva.

Através da meditação podemos observar o entorno com certa isenção partidária ou condicionamento social, melhor nos predispondo ao descondicionamento associado à retomada da experiência de vida. O que significa mergulhar numa primeira etapa de prática meditativa e orientada pela limpeza mental e emocional, reduzindo o nível de aceleração da freqüência mental, excessivamente acelerada na atualidade, atingindo o relaxamento e revelando benefícios em toda a constituição corporal.

Se focados numa consciência transformadora e renovada, podemos atingir o esvaziamento de conceitos, opiniões e argumentos de cunho puramente intelectualizados, abrindo espaços próprios de reconhecimento interno e necessidades intrínsecas. É quando estamos aptos à perceber certa vocação existencial ou aonde a vontade ‘in natura’ pode ser melhor acessada. Justo aonde o coração andava adormecido ou à deriva.

As nossas energias são consumidas até a última gota, ao investirmos numa realidade baseada na política que nos instrumentaliza através da educação e do trabalho compromentidos com os valores de um sistema corrupto e em franco processo de falência. Por trás desta constatação que não é nenhuma novidade, cada um de nós pode perceber num rápido exercício de observação(= meditar), tudo aquilo que lhe tem ‘roubado’ a energia e constatar o seu grau de envolvimento com o processo. O quanto tem investido numa filosofia de vida que de fato não suporta, pois não atende seus anseios mais íntimos e acaba por lhe frustrar a manifestação expressiva sem a qual somos incompletos e sujeitos a patologias de toda ordem.

Esta realidade, na qual investimos nossas vidas, foi amplamante enraizada pelo senso comum e tornou-se tradição.

À quem serve uma tradição que não se baseia em ressonância interior?

Estamos comprometidos com o continuísmo do ‘progresso’ oriundo de políticas que nada ou muito pouco nos trazem em reais benefícios sociais. Não percebemos ainda, concentrados nas vítimas que imaginamos ser, que, quem move o mundo de hoje somos nós, a chamada: Sociedade. Embora ainda não tenhamos despertado à consciência que a Humanidade requer, estamos despertando aos poucos através do amor incondicional a Vida, aonde ainda hoje existe separativísmo.

O separativísmo é a filosofia de vida que rege as diretrizes do mundo. E nem com todo o progresso que conquistamos, tal premissa sucumbiu. Vivemos numa sociedade que valoriza distinções de gênero, raça, moda, ou seja lá qual for o argumento do momento, uma vez escolhido, será devidamente, capitalizado.

É na construção desta filosofia ’sem pai nem mãe’, um mundo sem alma, que queremos continuar investindo nossos melhores esforços?

A meditação orientada em função das questões psico-emocionais que cada vez mais atingem o indivíduo carente de manifestação expressiva adequada, é um bálsamo que auxilia à tranquilizar o pensamento: afoito, ansioso, inseguro, nervoso, selvagem, medroso, inquieto, obsessivo e confuso, que muitas vezes nos leva abruptamente a respirar fundo – como se este simples ato, base de nossa natureza, precisasse de situações limites para que dele nos lembrássemos e somente assim aprofundássemos o inspirar…

Meditar é intrumento de autoconhecimento e pode significar para muitos auto-cura, uma vez que a prática nos auxilia a organizar e a clarear o pensamento que se torna apto a reconhecer motivações genuínas. Portanto: senhor de si e do corpo que conduz.

Somos ainda capazes de experimentar a Vida independente das condições e valores sociais?

Ou simplesmente perdemos a capacidade de reconhecer que erramos sistematicamente em não desenvolver capacidades próprias, como pensar e elaborar opiniões ao invés de capturar as opiniões alheias, por que bem conceituadas ou simplesmente porque é cansativo pensar e nem educados para tanto nós fomos?

Somos capazes de tudo aquilo que nos propusermos de maneira consciente, respeitando acima de tudo à nós mesmos. Mas é preciso chamar a responsabilidade para si, com coragem e discernimento pra enfrentar todo um mundo que vem na contramão. Um senhor passo para chegar ao outro com isenção de carências, respeito e compaixão.

Podemos, por meios políticos, reverter as condições sociais à nosso favor?

Mais do que no poder político a orientar massas, eu acredito na consciência desperta individualmente e manifesta pelo livre fluxo de nossas possibilidades em convergência. Não vejo grande futuro para profissões idealizadas como suporte à uma filosofia de mundo em declínio. Os políticos que aí estão(guardadas raríssimas exceções), foram ‘educados’ para serem funcionários da máquina, não possuem ideais muito menos princípios. É meio óbvio não? Nem tanto, o tal declínio das instituições não ‘derruba da noite para o dia’ tudo o que é preciso derrubar. Não dá mais para acreditar na Educação que forma funcionários e aborta os homens que poderíamos ser. O autoconhecimento é portanto, pré-requisito de uma educação de valores realmente democráticos, que proporcione a emancipação de consciências através do potencial individual. Sem quaisquer priorização quando a valorização dos potenciais, tendo o princípio ético como referência à Justiça igualitária. Assim é possível o esvaziamento de tudo aquilo que não nos serve à manifestação, e já vem há algum tempo ganhando expressão nas inúmeras instituições sociais que andam perdendo o sentido.

Sem qualquer sombra de desejos destrutivos, o que seria continuar a alimentar a velha civilização com o seu combustível predileto. Mas ciente da dinâmica das energias é natural a troca de ‘ares’…

Que ultrapassemos a histórica saga de dependência ao Poder pelo esvaziamento progressivo de um sistema manipulador, através do investimento em relações de elevado valor humano.

Encerrando eu diria que a Educação não é nada caso não privilegie o Autoconhecimento. E que a meditação é um de seus instrumentos fundamentais, uma vez que propicia manifestação, desenvolvimento e equilíbrio ao campo psico-emocional.