Posts Tagged ‘coca-cola’

Tome Cuidado!

dezembro 29, 2008
tome_cuidado2

No espírito da Arte subversiva, encontrei esta peça na Zupi – revista que desenvolve um trabalho maravilhoso de divulgação de novos artistas e implementação do chamado marketing recíproco. Publica conteúdo de primeira enquanto proporciona um canal de visibilidade para os seus selecionados.

Depois de décadas a serviço da filosofia dos ideais, eis o marketing demonstrando que o Mercado pode muito bem se adaptar a nosso favor. Principalmente em tempos de emergência da consciência Humana em escala global.

Anúncios

Guaraná Príncipe Negro

setembro 29, 2008

 
A imagem acima é do guaraná: Príncipe Negro, produzido em Barbacena, MG, Brasil.

Eu sempre gostei de viajar. Mas ‘viajar de verdade’ pode acontecer de várias maneiras (meios). O que realmente importa é transcender os próprios limites. Sejam eles quais forem.

Em 2004, depois de desenvolver um projeto entre Paris e Marnay(Nogent), ao norte da França, fui para o sul do país, já em 2005, expor minha produção. Três meses de muito trabalho e algumas viagens depois: Espanha e Portugal, e percebi que sentia uma imensa falta do guaraná brasileiro. 

É provável que este meu desejo tenha se intensificado por que na época eu namorava um francês  que gosta tanto do nosso guaraná que simplesmente não entendia por que o brasileiro bebe coca-cola.

No que argumentei: o brasileiro e o resto do mundo. No nosso caso, que é tudo que eu posso ensaiar justificar: fomos e ainda somos orientados como uma ‘província consumidora’ dos EUA. Mas parece que isso começou a mudar na medida em que crescemos em todos os sentidos. Por mais que nossa bandeira defenda: Ordem e Progresso, o Brasil é o Caos In Natura. E talvez esta característica seja uma de nossas maiores riquezas.

Até movimento pró guaraná brasileiro a gente arquitetava em plena França.

Além do refrigerante de guaraná, podemos produzir suco ou drinks, com ou sem álcool. O suco é delicioso! Basta comprar o xarope de guaraná e colocar um ou dois dedos num copo, preenchendo o resto da superfície com água. No verão é um verdadeiro bálsamo tomá-lo bem geladinho. Pode-se acrescentar algumas gotas de limão que é altamente refrescante, além de ajudar a equilibrar o doce do açúcar mascavo. Geralmente o xarope é vendido adoçado. Eu particularmente não dispenso o limão, acho o açúcar excessivo.

Quanto a ausência do guaraná na França, até delírio olfaltivo eu tive.  As vezes sentia seu aroma.. Ou pensava que sentia. Já calculou uma impressão? Seu grau de realidade? Eu vivo fazendo isso por ofício ou vício de criação. Mas não é fácil não! Preferia uma máquina que me auxiliasse. Eu acho… De certo os japas devem ter pensado na mesma coisa e a produção em série não tardará.

Enfim, passamos a conseguir guaraná brasileiro em um restaurante de amigos que importavam produtos da terrinha. Nossa! Era tudo de bom abrir a garrafa e sentir aquele aroma borbulhante antes de sorver seu gosto, ainda mais sedutor. Alí constatei: 50% de meu desejo estava no aroma.

Divido com vocês a imagem deste guaraná de Barbacena que me deu água na boca.