Posts Tagged ‘consciência’

Médicos, Monstros e Misericórdia aos Seres Humanos

outubro 12, 2011

Fiz a minha primeira incursão no sistema público de atendimento hospitalar na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Se o sistema privado está cada vez mais ruim, por que pagar por ele? Nós seres humanos somos muito medrosos e acomodados, MESMO! Há muito tempo venho lutando para me excluir deste grupo ao qual a grande maioria pertence, o grupo dos medrosos. Não é preciso apenas ter consciência do processo, é necessário certa dose de coragem e vontade para ultrapassar limites geralmente arraigados sem ‘fio da meada’ que nos sirva de ‘bula’.

Racionalizei toda a situação e resolvi ir no que de melhor me parecia, o sist. público pode oferecer. Escolhi a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Há pequenas correções físicas a implementar (besteiras que podem vir a se tornar significativas se nada for feito). Bom momento pra se mexer, quando consciência e espírito de encontram.

Por outro lado, há muito alimentava este desejo de ‘ir a campo’, usufruir do sistema público de saúde, o qual sustentamos durante toda a vida, mas é como se não soubéssemos disso.. Uma vez que não se exige que este seja o nosso modelo de saúde. Não se luta para a sua melhoria e não se faz nada além de apontar os absurdos. Prefere-se pagar 2 vezes pela saúde que de uma maneira ou de outra não satisfaz.

Gostaria de ressaltar para que sirva de reflexão profunda : ambos os sistemas não nos servem bem. Não cumprem as suas funções com dignidade. Cabe a nós solicitar o que nos é devido ou nos assumirmos reféns de uma política cruel e miserável. A exceção são os planos de saúde ‘master do master’ que atendem a um percetual irrisório da população. Mas nós estamos falando da maioria dos seres humanos. E no geral, você consegue marcar consulta para bem além do que necessitava. Você não tem cobertura para serviços que gostaria ou precisaria ter. Você precisa arcar com despesas extras e nem sempre é totalmente reembolsado. Nem sempre é reembolsado.. Você muda de médico sempre em busca de maior atenção, por que aqueles que lhe atendem mau olham nos olhos. Você espera um tempão para ser atendido mesmo quando agendou horário e quando é ‘atendido’, o que acontece não poderia ser chamado de atendimento. Em geral é a expressão de – um mau-hábito, cada vez mais arraigado em nossa sociedade: atender sem escutar – Por que se presume que você é mais uma estatística dentre tantas outras. Estatística esta que pode ser razoavelmente controlada através de um farmaco-parceiro. O que importa é que funcione por algum tempo, alimentando um ciclo macanicamente vicioso entre doença e saúde.

Acho sinceramente que médicos deveriam ser mais sensíveis a psicologia de seus pacientes. Deveriam ainda instruí-los, atuando de maneira a educar, relacionando : sintomas ao ‘comportamento’ , à psique de seus pacientes. Quando preciso naturalmente lhes direcionariam para um especialísta.

Hoje em dia, racionalizar para mim significa economizar energia acima de tudo para melhor orientá-la e produzir exatamente aquilo que desejo produzir. Sem perdas, sem confusões, sem estresse, com a clareza própria que emana da consciência quando praticada.

Fui atendida pelo dr Rafael (‘por acaso’ homônimo de um de meus guias espirituais ; ). Poucas vezes um médico do sistema privado me olhou nos olhos, enquanto me atendia, e me explicou com tanta minúcia sobre a questão que lhe trazia, respondendo cada uma de minhas analíticas questões com a maior das paciências. E olha que esse Médico era solicitado por inúmeras pessoas (residentes e colegas com menos experiência) em meio ao nosso atendimento. Uma calma, uma paz, um discernimento angelical em meio ao caos.

E em meio ao caos me vi sorrindo e feliz por que as pessoas vinham e vinham solicitar-lhe a atenção. O sist. privado nunca me proporcionou nada parecido: confiança, troca real e paz de espírito. Melhor mencionar a experiência como um todo.

O caos existe, é imenso, devastador, e está também por lá onde se pode conhecer muito martírio, a dor e o descaso, especialmente em relação as condições institucionais. Mas ali também conheci um Médicos de verdade. Além disso, um profissional como não se vê em qualquer parte. Muito além de tudo o que a nossa sociedade tecno-pop-lógica e suas idiossincráticas virtualidades vem construindo,  diante de mim estava um legítimo ser humano a serviço dos outros.

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Cultura Humana ou Bestialidade? Quem Escolhe é a Sociedade

abril 8, 2011

Desde os primeiros atentados em escolas ou universidade americanas, escrevo sobre o tema. E o tema a que me proponho recorrer, em função do atentado de hoje na escola Tássio da Silveira de Realengo, no Rio de Janeiro, continua na contramão do que leio e ouço por aí. Não me interessa remoer os pormenores da tragédia, mas entender profundamente o fenômeno.

Neste caso, o sentimento e a razão andam em conjunto. Recorro sempre a incompetência educacional que não é novidade alguma, inclusive por que é histórica, mas vou enfatizar aqui que a mesma não é mérito das escolas, mas da sociedade. E adiante explico. Por enquanto basta mencionar que em qualquer âmbito da vida social, falta educação e consciência que privilegie a cultura humana e possibilite ao indivíduo conhecimento a respeito de si-mesmo. Educação seria portanto, não apenas responsabilidade da escola, mas de toda e qualquer instituição humana, e de cada um de nós.

Mas é necessário que o movimento comece no ‘seio familiar’ e nas escolas, do contrário é o caos em que nos encontramos, onde ninguém se entende, e naturalmente, ninguém pode compreender o outro.

Numa escola seria adequado que todo ser humano pudesse conhecer os seus talentos potenciais e talentos os quais utiliza sem ainda consciência que lhe possibilite focar num sentido que lhe seja satisfatório. Também é fundamental a noção de limite e incursões pelas manifestações criativas. Mas não como se convencionou perpetuar, quando as disciplinas criativas são desprestigiadas perante as demais, mas obrigatórias ao currículo tornaram-se, em boa parte dos casos, um estorvo na compreensão das crianças que delas querem se ver livres. E assim formam-se adultos hiper limitados. Uma bestialidade que destitui de muitos a crença na própria criatividade.

Ser criativo não é mérito exclusivo de artistas, assim reconhecidos por mais uma conveniência sócio- econômica. Ser criativo é uma condição de nossa humanidade.

A educação precisa servir à evolução humana, realizando potenciais. Enquanto estiver comprometida com o Poder (indústria e mercado de uma política capitalista selvagem), estará sustentando todo tipo de preconceito e desequilíbrio.

 Não é à toa que numa filosofia de mundo de preconceitos descabidos e rara noção de respeito e tolerância, tenha-se proliferado tanta revolta em atitudes mortais tendo como alvo tudo aquilo que represente educação. A instituição faliu! Vamos assumir o erro e enterrá-lo para que possamos criar algo de novo. Ou seja: EDUCAÇÃO PARA SERES HUMANOS.

Ou o homem acorda e se transforma pra poder então refletir um novo mundo, ou continuaremos a ver as crianças, os homens e a Terra em desatino. Desde que nascemos somos tratados pelo sistema como insumo do mesmo. E pra isso somos educados e trabalhamos. Escravidão disfarçada por uma suposta democracia.

O trabalho, a luta pela ‘sobrevivência’, não pode ser mais importante do que a evolução de nossos filhos. Se o trabalho e a luta pela ‘sobrevivência’ fossem a realização de um sonho baseado numa superfície de Amor, não haveriam mais distúrbios sociais, nem doenças, nem indústrias farmacêuticas..

A noção de Paraíso não é um delírio religioso. É um saber popular presente em inúmeras culturas. Ele existe bem longe do Poder e bem dentro de cada um de nós. A maioria – ainda – não o enxerga por que não se enxerga. Não acredita, por que não crê em Si. A isso chama-se, perdição.

São evidências de um estado de perdição: Se há 2 décadas (entorno) homens matam crianças em instituições de ensino (especialmente americanas) a questão não é algo isolado, trata-se de um problema de toda a sociedade.

O homem que atenta ferozmente contra o seu semelhante não teve condição de reconhecer em si a humanidade que deveria ser cultivada em todos nós, desde os tempos da infância. E onde esteve a educação que não observou, através de seu departamento de psicologia/pedagogia, os desvios psíquicos de seus alunos? AUSENTE. A psicologia nas escolas não serve aos alunos, mas ao sistema de ensino que precisa ser cada vez mais eficaz e moderninho para atender quem? O Mercado..

É necessário rever a educação como um todo e pensar especialmente na inclusão realmente atuante e significativa dos recursos provenientes das práticas terapêuticas para o saudável desenvolvimento humano. Desta maneira haveria condições de se proporcionar apoio efetivo às questões individuais. A psicologia quando bem empregada faz todo o sentido, além de ser uma verdadeira dádiva poder ultrapassar problemas psíquicos com o suporte de outro ser humano, que de uma maneira ou de outra, nos ajuda a refletir melhor sobre as condições de nossas vidas. Psicologia ao meu ver precisa estar integrada à Educação pelo viés das Artes(sejam estas quais forem), ensinando o indivíduo a melhor se reconhecer.

Não estamos aqui, de forma alguma, retirando a responsabilidade do indivíduo em relação ao atentado. Queremos refletir sobre o quanto somos também fruto de nosso entorno. E que portanto precisamos trabalhar em conjunto. Precisamos aprender a trabalhar em conjunto respeitando a diversidade que é a grande característica de um espírito verdadeiramente humano. Precisamos antes de mais nada evidenciar a co-autoria da sociedade em relação aos atentados envolvendo instituições de ensino, que há mais de década reincidem, uma vez que é a sociedade que investe num modelo falido, não se aplicando em transformar o que existe de desumano em seu meio. É esta sociedade que alimenta, conscientemente ou não, o surgimento de tais distúrbios sociais.

Aquilo que nutre as degenerações do humano vem de um modo de ser e atuar separatista e preconceituoso. Um modo de ser que evoca o Poder de uns sobre os outros.

A opinião pública que deveria nos ajudar a refletir sobre a profundidade da situação, para que pudéssemos chegar aos pormenores do fenômeno, permanece na tábua rasa da reflexão: ferozmente aponta a delinqüência e a classifica de loucura como quem enxerga longe. Redes de televisões e jornais reproduzem esta que é a lógica que alcançam. Pronto, está montado o circo do sensacionalismo que logo será elevado, da miséria humana às categorias de mito dos horrores, ao estilo greco-hollywoodiano em mais um grande circuito de bilheterias recordes.

Uma filosofia de vida como esta e a sociedade continua a enxergar culpados de ocasião.

Apenas se enxerga o que o culto a crescente desumanidade possibilita enxergar. Meia verdade, meia consciência.

Precisamos refletir além para transcender padrões. Precisamos entender que LOUCA É A SOCIEDADE (ou mais humano seria mencionar a nossa incomensurável IGNORÂNCIA) que investe, dentre outras coisas, num sistema educacional que nasceu pra servir ao modelo industrial. E que o homem se frustra por ausência de cultura genuinamente humana.

Onde há Poder não Existe Amor.

Hoje estou de luto. O envio de Reiki noturno será especialmente orientado às crianças da escola de Realengo.

Filho de Político na Escola Pública. Depende de Você!

fevereiro 16, 2011
 
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.

http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
 
Uma ideia muito boa do Senador Cristovam Buarque.Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, Deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As conseqüências seriam as melhores possíveis. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil. 

SE VOCÊ CONCORDA COM A IDEIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
O PROJETO PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
 
 
 

Revoluções Interiores & Mixtério

novembro 24, 2009

Infelizmente ou não (como diria Caetano..), nasci Não Linear. Por isso ando penando por não seguir esta não-lineariedade depois de anos abusando da mesma.. Algumas vezes na vida é necessário dar um passo pra trás para poder seguir adiante. Mas é duro! Quando se tem a pintura madura e o fruto caindo por terra.. É duro não poder escrever quando se precisa materializar a ideia-pensamento, é muito duro não brincar com meus hqs experimentais e finalizar a trilogia em webvideo: Internet tem Alma. Faltou editar o último: Qual o Espírito da Internet?. A produção e captura das imagens já data do início do ano. Foi o único que não se definiu em edição logo após sua captura. Ele é pleno em possibilidades, um resumo catatônico dos 2 primeiros vídeos da série. Me inspirou também para um outro projeto que pretendo iniciar em janeiro de 2010 na residência artística que farei em Guadaloupe, Caribe.

Por que o lamento se não gosto de me lamentar? Por que alguma coisa está fora de ordem. E, se mais uma vez me vejo rodeando Caetano é pra que coloque enfim a poesia pra fora. Sai de mim angustia leonina! Já não me cabe mais essa aflição entre guerra e paz. Um sentimento que persiste sem nostalgia alguma que lhe permita a latência sem sentido. Seria um tropeço numa fenda do espaço? Gosto da ideia de que este sentimento mais fora de sintonia com meus pensamentos bem poderia ser, uma aberração tempo-espacial. Mas só louca – por completo (é bom frisar por que sempre tem um ‘amigo’ que vai se ater: ‘Ué? Mas você é louca mesmo, por que negar?!’) – não perceberia o quão revolucionariamente se move em avalanches o poder das águas(=emoções). E, por causa delas, estou aqui agora parando tudo, na tentativa de capturar a sintonia com o pensamento. Viva as tisunamis interiores!

Adeus homem de outrora! Consigo vai uma parte de mim  sem olhar pra trás.

E o lamento mais fora de ordem se deve ao Ser por Inteiro que, mais do que nunca, deseja dar voltas espirais. Que martírio percorrer uma linha reta, trilho, baia, fila, demarcação espacial que me contenha e formate. Identidade tem princípio? Parece que sim, resta saber se conveniente ou não. Eu me pergunto sobre a sua contundência em relação a nossa Natureza e propriedades. A função social é historicamente óbvia.  É necessário se enquadrar caso se almeje o sentido através da forma.

Conheci apenas um homem que prescindia do desejo de forma. Era doce, lindo de corpo e alma, parecia até um santo, mas ainda assim me causava certa estranheza. Através dele percebi como é contundente para o mundo em que vivemos, o sentido através da forma. E desisti de certa resistência infantil a matéria realizando o quanto a possibilidade de materialização me satisfazia. Alguma coisa lá dentro dizia baixinho: ‘Bonitinho mas ordinário!’ Eu relutava: ‘Mas é quase um santo, lindo de cima abaixo, por dentro e por fora!’ E a mesma vozinha já querendo ir, se foi enquanto completava: ‘Quase não é coisa alguma, falta-lhe humanidade…’

Uma identidade volátil como a que possuo, à la ‘mercúrius solubilis’, não se dá as interpretações. Há sempre um mistério no ar. Um mistério feito de muitas propriedades, tendências, invisibilidades e oposições latentes – um MiXtério. Mercúrio (c12) em oposição a Plutão(c6) / Sei o quanto uma identidade claramente definida é porto seguro na compreensão social, pois para esta – ainda – é de difícil compreensão tudo aquilo que se move, se transforma e não se apega ou pelo menos por isso se move. É o oposto do pensar em massa, baseado no senso comum das tradições e rotinas do cotidiano. Sol na cúspide do ascendente em oposição a Urano conjunto a Júpiter(c7).

Já derivei horrores por não me enxergar misturada no mundão social. Enfim, quando me vi lá, estava diante de coisa alguma. Cedo percebi a que grau de miserável solidão se entrega o homem inconsciente de si-próprio. Vivi esta inconsciência na relação de infância e adolescência com meus pais e depois, talvez por contágio, enxergava tudo como podia enxergar, embora sempre com incômodo, estranheza, e uma vontade de ver a própria espécie pelas costas: ‘Entidade daninha!’ Ebulições juvenis à parte, e apesar dos ‘upgrades’ de consciência, a inconsciência na sociedade ainda é enorme e naturalmente caracteriza a todos nós, independente das inúmeras diferenças conscienciais. Neste modelo de sociedade a maioria prevalece. Dizem que em terra de cego quem tem um olho é rei, concordo se a filosofia desta terra for regida, como é na nossa, pela visibilidade e sacralização da imagem. Neste caso, siiiim! O zoiúdo é rei! Mas se a filosofia desta terra for regida por outro sentido? Ou mesmo pelo acesso ao subconsciente? O zoiúdo precisaria ser expert em ‘subjetividade’, do contrário não teria chance.

A sociedade ainda é uma miragem, não condiz com as imensas propriedades de nossa humanidade.

O que há de transformador em ‘Ser’ é lidar com o outro que há em si-mesmo.

Hoje eu sei quem sou. Reconheço tanto o deus quanto o demônio que há em mim. E isso não foi, nãe é fácil, mas é preciso desenvolver. Amo a volatibilidade de antigas confusões por que o suporte social não parecia ser o ideal.. Realmente não é. Em minha – hoje reconhecida, por que compreendida – volatibilidade, vislumbro formas que assim que puder por-lhes as mãos, instantâneamente tornar-se-ão matéria da mais pura realidade, concebida no âmago de minha autêntica vulnerabilidade. Ah!!!! Quando eu puder por as mãos!

Há quem trabalhe contra a cultura e pense sinceramente que tal atitude seja revolucionária ou algo parecido. Não passa do outro lado da mesma moeda : uma sociedade baseada em poder, medo e movimentos insanos em massa. Eu prefiro o movimento compensatório das ramificações, reconhecendo acertos e erros. Compensação se aprende e se desenvolve na justa medida de um olhar consciente sobre os paradoxos das experiências humanas. Tensão é um caminho fértil disfarçado por dor e sacrifício. Mais adiante, você percebe nesta relação o delírio, e mais adiante ainda, constrói um caminho próprio sem ter que destruir nada que já não esteja em ruínas.

Ufa! Escrever é um bálsamo. Eu recomendo!

No mais valeu Cosmo! Tirando as pendências que nós acertamos com o tempo, transformaste um ano tenebroso em compreensão. Onde ainda há neblina suficiente para se suspeitar dos benefícios já recolhidos. Mas como ex-míope de nascença aprendi a enxergar no quase escuro. Vejo por entre a neblina, brilho aqui e ali, reflexo de alguma coisa que ainda não sei o que é. Ele está em toda parte. Nem confusa, nem excessivamente curiosa, vou deixar a neblina se esvair. Não tem pressa hoje que me abale, corrompa ou exalte. Se antes me irritava ser duplamente ariana com marte residente em sagitário, hoje muito agradeço essa exuberância de entusiamo pelo devido conhecimento. E se é devido, por que sair do prumo?

As citações astrológicas se devem, ao incitar promovido pela abertura do curso de astrologia: Diferenças que unem – a arte de se relacionar, da Claudia Lisboa . Conheço astrologia desde garota e foi muiiito bom reaver a disciplina através de uma natureza tão sensivelmente banhada por sua arte (= techné=hefestos=prática=magia).

Do avesso, por inteiro

agosto 22, 2009

É preciso virar do avesso pra se conhecer por inteiro.

Que ano difícil! Queria gritar um palavrão.

Mas agora que compreendo um pouquinho das coisas, depois de economizar energia, estou reconduzindo-a, vou colocar a prática nos eixos.

Me aguarde mundo cavernoso, você vai ficar uma gracinha quando lhe der meu jeito.

Queria gritar um bando de palavrões, mas engoli todos. Que ano difícil, quanta inspiração pra tão pouco espaço.

Já me vejo pelas costas e reconheço minha nuca sem jamais tê-la conhecido. Não posso dizer que seja um prazer virar do avesso, mas sem dúvida é muito bom se conhecer por inteiro.

As vezes, como agora, me sinto envergonhada. Tenho vergonha da minha insistente ignorância, por mais que se cresça conhecimento algum parece suficiente. Ou eu sou ainda muito primitiva? Não quero ser ‘muito’ coisa alguma.

Sinto vergonha quando não percebo a oportunidade que sempre existe por trás das dificuldades. É como se fosse presenteada pelo destino e jogasse o mesmo pela janela, ordenando que procure outro otário. Daí a consciência..,uma voz que parece vir de dentro, repete: Não tenho sangue de barata.. não tenho sangue de barata.. não tenho sangue de barata.. Então eu desconfio:  Mais parece mantra dos infernos! Que consciência é essa?

Santa ignorância, me ajuda a fazer sentido e não mais me perder num mundo dividido.

REGULAMENTO : Internet tem Alma?

abril 20, 2009

Você deve conhecer alguém que nunca usou internet, mas fala dela como se fosse íntimo. Caso contrário, você conhece alguém que nunca usou internet.

Participe da 1ª WebArte Colaborativa do Globalaio, produzindo uma gravação de voz ou texto, questionando ao entrevistado acima descrito :


Internet tem Alma?

e / ou

O que é Internet?

1 – QUANTO AO TEXTO:

Envie o texto nas seguintes especificações :

A – A(s) resposta(s) não pode(m) ultrapassar 1 página A4(21×29,7) e deve(m) estar formatada(s) com tipologia arial 12, entrelinha 1.

B – Envie o texto no corpo do seu email, ou em anexo ao email nos formatos: .doc ou pdf.

2 – QUANTO A GRAVAÇÃO:

Envie o arquivo nas seguintes especificações :

A – Será aceito apenas (1) um arquivo de som de até 600 k por pessoa. (independente se contém uma ou duas respostas).

B – Somente arquivos em MP3.

3 – As inscrições estarão abertas até o dia: 30 de Agosto de 2009.

4 – Selecionaremos para participar da composição da WebArte : ‘Internet tem Alma?’, até 10 propostas ou um máximo de 20 respostas. As mais espirituosas!

 

5 – Arquivos que ignorem as intruções deste regulamento não poderão participar.

6 – Envie o arquivo de Som ou Texto para o email >> colabore@globalaio.com

7 – O presente concurso está aberto à colaboração de qualquer pessoa de qualquer nacionalidade que compreenda e trabalhe de acordo com a regulamentação presente.

8 – As entrevistas devem ser produzidas em Português.

9 – Se quiser ser incluido na ficha técnica do multimídia, envie seu nome, cidade e endereço de email postados com o arquivo de som anexado para o email acima citado. Caso quiser permanecer anônimo, não há problema, a opção é sua.

10 – O Globalaio tem o desejo de editar um livro sobre a presente iniciativa no caso das colaborações serem satisfatórias e havendo condições para tanto. Funcionaria como uma espécie de antologia, assegurando aos participantes um significativo desconto na aquisição de um determinado número de exemplares. Portanto, somente envie material quem desejar participar da presente iniciativa como colaborador da mesma. Sendo resguardado à idealizadora do projeto, o direito autoral do mesmo.

Será a 1ª. WebArte do site com a colaboração externa. Você manda a ‘fala’ e nós trabalharemos baseados no material colhido. A produção final será exposta em data a ser anunciada neste blog, no canal do site Globalaio: Terra Virtual.

A WebArte Colaborativa é uma iniciativa do site Globalaio, realização AndreaHa San. Participe e Acompanhe o desenvolvimento desta proposta no canal, Terra Virtual: http://www.globalaio.com/terra_virtual.html

 

Sintonizando a Criança Interior

março 17, 2009

Estou adaptando a oficina da criança interior à internet (versão adulto).

O programa serve à natureza do indivíduo. Possui princípios, jamais um modelo ou ideal. Enfoca o despertar e desenvolvimento do homem como matéria e agente da própria transformação através de práticas associadas: Mergulho meditativo, exercícios respiratórios e expressão artística.

Não é terapia, mas pode funcionar como se fosse. É proposta de conscientização dos processos individuais e estímulo à alquimia interior.

O processo será desenvolvido semanalmente. Apesar do formato on-line e dos exercícios pré-programados, constitui prática individualizada, uma vez que oriento cada participante conforme suas necessidades.

Abriremos um número reduzido de vagas com valores reduzidos em relação as oficinas presenciais.

Maiores detalhes entre abril e maio com a reestruturação do site Globalaio.

Fiquem atentos!

O Pão Bento e os Níveis de Consciência

janeiro 29, 2009

A velha nova história sobre os níveis de consciência que os seres humanos possuem e mal se dão conta.

Embora esteja cada vez menos comendo carboidratos, compro pelo menos uma vez por mês o Pão Bento. Dizem, é feito em moinho de pedra na ilha do governador. Escolho sempre o pão integral preto,  uma delícia para o meu paladar.

Da última vez, enquanto procurava a data de validade no saco, me dei conta que era de plástico. Puts, que droga! Os caras fazem um pão delícia e metem dentro de embalagem plástica.

Não podemos desconsiderar que alimentar a produção de plástico é contribuir com um processo de desequilíbrio ambiental em devastador ‘progresso’.

Enquanto eu e minha consciência estávamos conjecturando com o saco de pão erguido na altura dos olhos, uma senhora desconhecida apontou para o mesmo e disse  :

“Esquisito esse pão  preto, duro! Tem gosto não, né.”

Não captei se era afirmação ou pergunta. Disse sorrindo:

“Eu gosto. Pra quem se habituou a comer pão torradinho, sem miolo a base de bromato de potássio, pode parecer esquisito mesmo..”

Ela sorriu de volta:

“Eu adoro pão francês bem torradinho! Sem miolo é claro, pra ficar esbelta!” 

Virou-me as costas e correu atrás da amiga :

“Espera Marlene!”

Há pouco eu achava esquisito produzirem pão natural (processo artesanal, tradicional) e embalarem em plástico, material industrial produzido excessivamente em todo o mundo ainda que comprovadamente nocivo à integridade ambiental. Já a senhora que me abordou não compreende a diferença entre o valor nutritivo de um pão produzido através de processo industrial e outro através de processo natural. Concentra-se apenas na aparência que as coisas e ela própria tem. Não alcança que se adoecer de um câncer devastador provocado pelo consumo excessivo de comida industrializada, ou que se a Terra adoece de maneira igualmente devastadora, não haverá aparência que nos salve.

Esquisito é o caos que habita os seres humanos. Mas compreensível.

Falta-nos o discernimento necessário para enxergar a natureza dos diferentes valores em meio ao contexto diverso em que vivemos. O contexto que nos habita. Infelizmente esta noção de base, que é fundamental para o nosso bem-estar é compreendida como alternativa. Inversão de valores típica do mundo moderno, que, em boa parte, substitui o que é natural pelo que é artificial, produtivo e fundamentalmente rentável..

Neste contexto de modernidade, substituímos a noção do experimento como base de autoconhecimento. A Família e a Educação não apenas se adaptaram e seguiram o progresso, como o sistematizaram constituindo nova cultura. O mundo moderno produz conhecimento destinado ao consumo progressivo. Conhecimento que não se experimenta, apenas se apreende e se devora.

Ao nos afastarmos da Natureza, nos afastamos de nós mesmos e perdemos o discernimento perante a Vida.

Pena que dona desconhecida foi atrás de Marlene! Poderia ter me proporcionado um grande aprendizado, se eu conseguisse equalizar a minha linguagem à sua consciência. Gostaria de poder lhe mostrar que o mundo é feito de infindáveis gostos por trás d’ alguns hábitos que desenvolvemos como vícios terminais.

O Vácuo em Pessoa – Novidades

janeiro 3, 2009

Vem muita novidade por aí até meados de 2009.

Por enquanto só posso dizer com certeza que o Globalaio é exatamente isso: um Ser em perspectiva ampliada rumo a integração das Expressões Humanas – exatamente como aponta seu slogan (acima reproduzido, na tarja superior).

Não possuímos qualquer comprometimento com instituições ou modelos de conduta. Somos um movimento rumo à integração humana,  100% predisposto às transformações. Somos também o vácuo em pessoa: Lugar de Identidades – sempre – propício às novas realidades.

O nosso comprometimento é com a dinâmica da Vida. Ou seja, com a transformação em sua  plenitude e resistência maior a toda expressão que já perdeu o sentido e vive por pura tradição. Portanto é natural que o Globalaio se transforme constantemente. Não estamos aqui para instituir, mas para acrescentar, fluir, dar passagem..

Natureza Viva! Modelo Alternado.

A Vida é pura dinâmica.
Se sucumbirmos aos próprios hábitos, ele no engolirá!

Autonomia Criativa e Realidade Virtual.

A sua perspectiva de Vida é Você quem determina!
Você constrói a sua realidade.
É preciso investir no próprio sonho. Tá a fim? Então o procedimento é o seguinte:

Mãos a OBRA! Sugestão:
Mergulhar em quem você É! Reconhecer os próprios limites e potenciais. Compreender os limites dos Outros e com Sabedoria – despreendimento – Desvincular-se dos limites que lhe foram impostos por seus Pais ou patronos e ainda de todo o apego sentimental. Assumir a responsabilidade por si e se desvincular do Passado. Focar no Presente… Trabalhar no Presente…, Realizar o necessário Passo-aPasso, no Presente… Desenvolver Autocontrole orientando os Pensamentos na direção de seus objetivos. Trabalhar o Corpo através da alimentação saudável e de exercícios adequados para liberar energia estagnada. Aprofundar estudos sobre a matemática das Energias na concepção das Formas.

Alinhar o Sentimento ao Pensamento focados no Presente.

Instrumentos para tanto: Meditação (de preferência da linha Ráshuah) + aquele que  o seu Espírito determinar.

E… Feliz 2009!

Faremos uma grande restruturação no site no decorrer deste ano.

2008 serviu de Laboratório. Em 2009 desenvolveremos nossas bases. É ano de intensa produção e muiiita novidade.

Tome Cuidado!

dezembro 29, 2008
tome_cuidado2

No espírito da Arte subversiva, encontrei esta peça na Zupi – revista que desenvolve um trabalho maravilhoso de divulgação de novos artistas e implementação do chamado marketing recíproco. Publica conteúdo de primeira enquanto proporciona um canal de visibilidade para os seus selecionados.

Depois de décadas a serviço da filosofia dos ideais, eis o marketing demonstrando que o Mercado pode muito bem se adaptar a nosso favor. Principalmente em tempos de emergência da consciência Humana em escala global.