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Casa do Crudívoro

dezembro 12, 2008
Casa do Crudivoro

Casa do Crudívoro

Embora a palavra revolução geralmente deixa de ter sentido, quando se ultrapassa os primeiros 20 anos de vida, o que realmente me parece contribuir com a sua derrocada é a submissão aos sistemas sócio-políticos com a qual a sociedade se ‘orienta’. E isso independe de idade, mas fundamentalmente é uma questão de : consciência e filosofia de vida. Por trás das quais estão: a formação estrutural do indivíduo e seus anseios mais profundos.

Ou você quer ser incorporado pela cultura social e por ela modela uma personalidade, empreende seu suor, sangue e espírito em troca de um espaço ‘bem condicionado’. Ou você quer ser o que é e por isso empreende seu suor, sangue e espírito sem concessões, sem negociatas, sem passar por cima de ninguém, muito pelo contrário, encontrando pouco a pouco durante a vida, raros parceiros afins. Mas sofre por durante um longo período estar só. Sofre por não ser compreendido, sofre por parecer miserável enquanto você está promovendo a mais justa das causas, aquela que vai fazer de você alguém de verdade.

A sociedade se move por preconceitos. E assim se constrói, doa a quem doer.

Por que menciono tais palavras num post sobre a Casa do Crudívoro?

Por que existe um imenso potencial revolucionário na cultura crudívora. E este potencial está diretamente relacionado a indústria alimentícia e da saúde, especialmente a farmacêutica. Quem se alimenta de crus, em geral, possui uma qualidade de vida muito maior do que quem ingere comida cozida, assada ou frita. O alimento cru funciona em sua potência máxima proporcionando ao organismo ‘em condição real’ tudo o que precisamos. Neste caso a alimentação natural sustenta o corpo físico de maneira íntegral. Mais do que alimento, ingere-se remédios vivos, naturais…

Já imaginaram a economia em termos de : médicos, farmácia e alimentação processada artificialmente?

Posso garantir que a economia é enorme, que se emagrece naturalmente e que a constituição física acrescida de exercícios físicos regulares – mas nada excessivos – proporciona condições integrais ao corpo humano. 

Já repararam na silhueta esguia da grande maioria dos japoneses? O japonês é o povo que mais vive na face da Terra. E assim como alguns franceses que ingerem pequenas doses de vinho tinto diariamente, possuem a menor incidência de problemas cardíacos do mundo.  

Assim como eu, os japoneses não fazem uma dieta 100% crua, investem muito no ômega existente nos peixes crus, não utilizam a manteiga como base da culinária, mas molhos e temperos com base em : soja, ameixa, dashi (caldo de peixe) e algas dentre outros. Ao invés de pão, arroz (de minha parte integral), comem regularmente: rabanete, nabo e beringela. Na dieta japonesa raramente se utiliza: carne vermelha, açúcar, manteiga e gordura animal, já na dieta americana é justamente ao contrário… Assim como as vacas que ingerem cálcio vegetal diretamente do capim, eu o incorporo do suco verde (ou da luz) – receita publicada tempos atrás aqui no blog. Em 6 meses  de suco matinal 5 vezes na semana mudei o aspecto de minha pele radicalmente e emagreci naturalmente sem grandes esforços.

Este ainda é um exemplo ‘mais ou menos’ , um exemplo para intermediar a mudança de hábito que é realmente radical. Uma perspectiva ainda distante dos enormes benefícios de quem apenas come comida crua. Citei este exemplo porque é o que mais se aproxima de minha dieta atual.

O melhor seria que vocês absorvessem conteúdo diretamente do site da alimentação crudívora, através do banner ao lado ou do link na categoria sites. Eles possuem inúmeros exemplos sobre a cultura, como livros, videos, entrevistas, casos, instrumental, receitas, cursos e workshops.

Tenho a satisfação de comunicar que a partir de hoje a Casa do Crudívoro é parceira do Globalaio. Estamos aqui também para auxiliar na disseminação desta cultura riquíssima, que poderá revolucionar os hábitos de nossa sociedade, baseada numa filosofia de vida natural, purificadora, reestruturadora, simples e muito econômica.

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Foco, Concentração e Hábito

dezembro 2, 2008

Tenho uma sobrinha de 2 anos, quase 3. Um ser que me faz pensar mais uma vez no princípio das coisas. Através dela enxergo ou imagino uma maneira diferente de enxergar velhos questionamentos.

Pra mim as crianças são gênios que vão se perdendo em meio a sociedade. Enquanto Homens são Deuses brincando de cobaias de si mesmo. Reproduzem vidas como quem ensaia viver.

Ia atravessar o sinal quando vi uma menina da idade da minha sobrinha sentada numa dessas cadeirinhas que carregam bebês. E me perguntei: Pra que carregar num carrinho de bebê uma criança que pode andar com as próprias pernas?

Não era a primeira vez que eu via uma cena como aquela. Embora me questionasse a respeito do que seus pais pensam da capacidade de sua filha, se é que se preocupam em pensar sobre isso, o que me deixou de queixo caido realmente foi observar aquela criança tão grande para um carrinho de bebê, mas tão pequena para tudo o mais, roer as unhas com tamanha destreza.

Tinha os olhinhos entretidos no além e roia a unha do dedinho gorducho fazendo um movimento em arco que eu conheço bem. Tentei me concentrar ao máximo para ver se alguma pelinha ou fiapo de unha era decepada do dedo. Queria saber se ela estava apenas reproduzindo o movimento. Não consegui definir a situação e olhava a menina como se ela fosse a cobaia da vez.

Estranhamente me senti como se fosse uma câmera, uma máquina que observava com frieza. Era a pretensão de tudo saber, julgar, ser como acredita-se que Deus é. Como se Deus fosse perfeito. Deus não é perfeito. Deus é completo.

Pra variar pensava demais: A menina não nasceu roendo as unhas.., somos filhos da mimesis.. Somos?.. E seus pais? Certamente vem daí o hábito de roer unhas. Mas será que ela simplesmente reproduz um movimento sem sentido, ou aqueles olhinhos perdidos a esmo tendiam realmente à auto-destruição?

Seria cena ou algo além? Seria cena ou algo aquém?

Qual o sentido por trás daquele e de todos os nossos hábitos?

Será que seus pais percebem? E se percebem, o que pensam a respeito? Não menciono especificamente o hábito em roer as unhas, mas o poder que possuem em influenciar sua filha através de seus exemplos e atitudes. 

Pode parecer um detalhe, um reflexo da sociedade, mas pode ser também o resumo de uma vida e tantas outras..