Posts Tagged ‘política’

Queria ter uma Urna em Quem Confiar

setembro 17, 2014


Sociedade sem fim. Nem princípios:
Antes de qualquer eleição, e por conseguinte, de escolhas partidárias, não seria legítimo analisar transparentemente, uma urna que foi reprovada internacional e localmente por ser altamente violável? Mas que, por outro lado, o TSE validou mesmo em face da análise de especialistas? (video acima).

Enquanto isso o blábla político corre solto, investindo as cegas num sistema de representabilidade política, corrupto.

Na política brasileira, carrega-se o peso da ignorância coletiva, catapultada pelo voto da maioria/voto obrigatório. E é assim em praticamente toda a América Latina, mas não em países do 1o mundo, onde o voto é facultativo. Copiô?

Queria ter uma urna em quem confiar.

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Quem é o Palhaço?

março 5, 2011

As pessoas criaram um ‘fuzuê’ com a eleição do Tiririca para deputado federal, como se o fato fosse extraordinário. Por que tanto espanto? Por acaso conhecem a capacitação de seus candidatos? Por acaso se preocupam em questionar a mesma? Por acaso já pararam pra analisar que de nós é exigido, especializações, mestrados, doutorados, mbas, e ao político as portas se abrem única e exclusivamente através do voto popular?!

A inconsciência está no ar.. E impera tempo demais por aqui.

Por outro lado, há que se considerar um outro ângulo da situação. A performance do Tiririca no horário eleitoral foi inteligente. Seu discurso declara o que a maioria dos candidatos almeja, benefício próprio. O que parece simplório foi de uma presença de espírito arrebatadora e sua eleição como deputado federal constituiu um autêntico ato performático. Aquele que é tido como ‘ignorante’, desmoralizou o sistema político!

Por outro lado, estou realmente curiosa pra ver o que ele vai fazer. Analfabetismo não é sinônimo de ausência de inteligência, mas de baixa capacitação social. Quando um sujeito tão desprovido socialmente conquista a popularidade e o posto que obteve e ainda tira sarro dos políticos, no mínimo ele merece atenção.

Sem querer fazer da situação um escracho sem sentido – pelo contrário, buscando maior reflexão – eu acho que esse Tiririca pode surpreender ainda mais.

Enquanto analfabeto ele não difere de outros políticos, mas está sendo vítima de preconceito. A sociedade ao invés de acordar e exigir de seus representantes qualificação(tenho várias ideias pra compartilhar neste sentido), quer crucificar o analfabeto.

Ai Jesus! Acode e reitera à Deus o pedido de perdão pra besta humana que agora quer crucificar o palhaço! Dois mil e onze anos se passaram e o homem continua sem saber o que faz..

O Tiririca não é o primeiro palhaço no Congresso. Se sustentar a honestidade e a estratégia de seus anúncios, vai longe.

Hoje palhaço amanhã Presidente.

REGULAMENTO : Internet tem Alma?

abril 20, 2009

Você deve conhecer alguém que nunca usou internet, mas fala dela como se fosse íntimo. Caso contrário, você conhece alguém que nunca usou internet.

Participe da 1ª WebArte Colaborativa do Globalaio, produzindo uma gravação de voz ou texto, questionando ao entrevistado acima descrito :


Internet tem Alma?

e / ou

O que é Internet?

1 – QUANTO AO TEXTO:

Envie o texto nas seguintes especificações :

A – A(s) resposta(s) não pode(m) ultrapassar 1 página A4(21×29,7) e deve(m) estar formatada(s) com tipologia arial 12, entrelinha 1.

B – Envie o texto no corpo do seu email, ou em anexo ao email nos formatos: .doc ou pdf.

2 – QUANTO A GRAVAÇÃO:

Envie o arquivo nas seguintes especificações :

A – Será aceito apenas (1) um arquivo de som de até 600 k por pessoa. (independente se contém uma ou duas respostas).

B – Somente arquivos em MP3.

3 – As inscrições estarão abertas até o dia: 30 de Agosto de 2009.

4 – Selecionaremos para participar da composição da WebArte : ‘Internet tem Alma?’, até 10 propostas ou um máximo de 20 respostas. As mais espirituosas!

 

5 – Arquivos que ignorem as intruções deste regulamento não poderão participar.

6 – Envie o arquivo de Som ou Texto para o email >> colabore@globalaio.com

7 – O presente concurso está aberto à colaboração de qualquer pessoa de qualquer nacionalidade que compreenda e trabalhe de acordo com a regulamentação presente.

8 – As entrevistas devem ser produzidas em Português.

9 – Se quiser ser incluido na ficha técnica do multimídia, envie seu nome, cidade e endereço de email postados com o arquivo de som anexado para o email acima citado. Caso quiser permanecer anônimo, não há problema, a opção é sua.

10 – O Globalaio tem o desejo de editar um livro sobre a presente iniciativa no caso das colaborações serem satisfatórias e havendo condições para tanto. Funcionaria como uma espécie de antologia, assegurando aos participantes um significativo desconto na aquisição de um determinado número de exemplares. Portanto, somente envie material quem desejar participar da presente iniciativa como colaborador da mesma. Sendo resguardado à idealizadora do projeto, o direito autoral do mesmo.

Será a 1ª. WebArte do site com a colaboração externa. Você manda a ‘fala’ e nós trabalharemos baseados no material colhido. A produção final será exposta em data a ser anunciada neste blog, no canal do site Globalaio: Terra Virtual.

A WebArte Colaborativa é uma iniciativa do site Globalaio, realização AndreaHa San. Participe e Acompanhe o desenvolvimento desta proposta no canal, Terra Virtual: http://www.globalaio.com/terra_virtual.html

 

Vida Normal?

agosto 17, 2008

Li hoje numa matéria sobre a ‘Lei Seca’ para quem vai dirigir, o relato de um instrutor de trânsito que colocou sua mulher para recaptular as aulas sobre a matéria, para que ele pudesse sair nos finais de semana, beber e ter uma vida normal.

O que o citado cidadão chama de ‘vida normal’ significa consumir álcool nas festas de aniversário e casamento que frequenta nos finais de semana sem problema quanto a volta para casa. Interessante – pra não dizer, triste – enxergar como ‘vida normal’ uma prática social que, associada ao ato de dirigir, aumenta devastadoramente o índice de mortes no trânsito.

Eis o exemplo do quanto um hábito condiciona a vida e a torna tão pequena quanto a incapacidade de se enxergar além em meio a um mundo de possibilidades.

Eu não tenho nada contra o consumo do álcool, nem poderia ter, apesar de não ser mais nenhuma ‘entorna todas’, assino embaixo dessa lei. Poucas vezes se vê bomsenso na política, quando acontece é importante apoiar. Apesar da atitude parecer impopular é um raro exemplo de coerência e respeito a Vida. 

Quem confunde o divertimento que uma festa naturalmente pode proporcionar com os efeitos relaxantes ou de euforia que o álcool produz – e somente assim de diverte – pode ser considerado um dependente psico-emocional. Infelizmente o exemplo não pára por aí, são muitos e variados. O dependente psíquico-emocional é a regra numa sociedade pré-moldada e globalizada, onde tribos e guetos não são mais pequenos redutos de revolucionários e alcançam a esfera dos bilhões.

Por um Mundo Mais Humano

julho 1, 2008

Recentemente surgiu no Youtube uma proposta relacionada ao Forum Social de Davos. Esta proposta solicitava as pessoas que deixassem suas idéias em vídeo ou texto sobre o que poderia ser feito para mudar a realidade da América Latina.

Infelizmente eu estava editando um trabalho em vídeo e não consegui dar a minha contribuição. Passado algum tempo entrei no espaço para observar a participação da galera e fiquei sinceramente triste com o que vi. Exceto por ‘meia dúzia’ de sensíveis depoimentos relacionados à transformação das mentalidades, o resto era de fato: um resto de Humanidade. Desculpem o peso das palavras.

Mas as contribuições postadas eram de um terrivel mal gosto. A verdade é que as pessoas esqueceram do argumento inicial proposto e partiram para agressões de todo o tipo, umas contra as outras. Inclusive detonando a participação do escritor Paulo Coelho. Cá entre nós, independente da velha lenga-lenga de se gostar ou não da escrita do Paulo, o que mais me chamou a atenção foi como o sucesso de alguns atinge frontalmente a miséria de espírito de outros – principalmente quando tentamos construir juntos um momento de reunião e convergência.

Seria tão difícil assim : Pensar em comum? Considerar possibilidades alheias as nossas? Considerar que outras pessoas podem ter sucesso, embora pensem diferente de nós?

Por outro lado é compreensível que num mundo regido pela competição desenfreada e separativísmo absoluto, inclusive como tônica educacional, não ocorram milagres em massa.

Cada vez mais me exercito para acreditar na amplitude das consciências, por que o milagre dos milagres já tornou-se velho chavão: assumir para si a responsabilidade que apontamos ser dos outros.

Como disse, certa vez Einstein: “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito!”

Parodiando o gênio: Triste realidade esta em que uma proposta de se pensar como sanar nossos problemas torne-se justamente a arena de nossas divergências.

Como perdemos oportunidades! O que no final das contas revela uma enorme falta de esperança e desamor.

Não consegui mais contribuir e fiquei apenas a pensar, que é o que mais tenho feito nos últimos anos. Pensava em como eu posso fazer para direcionar todas as minhas artes em prol de uma maior compreensão pessoal e coletiva. Gostaria que pudessemos em conjunto alcançar maior amplitude de consciência. Tento amadurecer através de minhas expressões. Faço isso, melhor focada, desde 99 e só agora vislumbro lá no final de um imenso e tortuoso túnel, o meu caminho, de certa maneira preambularmente caminhado..

Bom, já que eu não consegui produzir o meu videozinho a tempo de participar daquele fórum, vou expandir aqui o que eu acho que poderia acrescentar positivamente para se mudar a situação não só da América Latina como do mundo.

Quando perambulei pela França, Espanha e Portugal fazendo exposições e ralando de toda maneira, percebi que existiam pessoas vivendo suas filosofias de vida independente da política vigente. O que quer dizer: trabalhavam e educavam seus filhos em comum, umas se servindo do que as outras poderiam oferecer como serviço e assim vivendo da permuta. É claro que ainda assim interagiam com a sociedade condicionada em busca de um ou outro produto ou serviço, mantendo estreita ponte com o sistema de massa, porém sem mais se dispersarem como indivíduos singulares que somos, por uma vida de hábitos e tradições atreladas as aparências. Sem dúvida uma atitude libertária na direção dos próprios valores, tal e qual Thoreau nos legou com o exemplo de sua vida.

Além dos exemplos de autonomia da Europa, em termos de ‘reuniões de grupos afins’, sei que o mesmo ocorre em várias partes do mundo e mesmo no Brasil. Existe, por exemplo, uma comunidade em Bom Jardim, aqui no Rio de Janeiro, que literalmente ‘cria a sua própria realidade’ de maneira auto-sustentável, construindo suas casas com materiais alternativos, recicláveis, de maneira muito mais econômica. Realizam também o que chamam de ‘leitura da paisagem’, ao explorar a natureza local, respeitando suas propriedades e condições inerentes, longe da proposta tecnicamente especializada e intermediária em que se baseia a economia da sociedade industrial. Lá, ao meu ver, se aprende a velha arte xamânica do desapego rumo a sabedoria por ressonância direta com a Natureza.

Por exemplos como os aqui citados, dentre tantos outros, eu acredito ser possível constituir grupos de interesses comuns (cada qual embuído na construção de realidades afins). Grupos de autônomos que interajam entre si de maneira totalmente independente e supram boa parte de suas necessidades sem recorrer a velhos hábitos – como quem não tivesse diante de si toda a riqueza de uma vida a ser explorada. Assim estaríamos investindo efetivamente numa realidade intrínseca a nossa humanidade.

O Poder Político está nas nossas mãos…

É preciso compreender a importância vital de nossos investimentos. Onde eles se concentram? Em nossa natureza ou nas aparências? Para tanto é necessário deixar preconceitos separativistas de lado e perceber que a realidade são tantas quantos seres humanos existirem no mundo (na faixa de 6,7 bilhões). Enquanto não percebermos que é o separativismo que nos conduz alienando a todos do princípio vital, continuaremos a investir TODAS as nossas energias em grupos de fanáticos por: política, futebol, intelectualidade, religião ou quaisquer disputas de ego. Jamais seremos seres livres, muito menos, Humanidade.

É legal ler, Thoreau, o pai da chamada desobediência civil que inspirou Gandhi. Fiz um pequeno multimídia homenageando Thoreau, publicado no canal Terra Virtual aqui do site, o link está aí embaixo. CLIQUE no txt do Thoreau!! E Som ligado, por favor!

http://www.globalaio.com/desobediencia_civil.html

https://globalaio.wordpress.com/2008/05/26/em-ano-de-eleicoes-desobediencia-civil

+ Thoreau. Informação = Poluição da Alma

maio 27, 2008

Outra coisa excepcional que Thoreau dizia era que deveríamos ficar longe das informações por que estas poluem a Alma.

Eis aí um argumento precioso para o Homem moderno meditar a respeito.

É devido a cultura exarcerbada em se acumular informações exteriores, alheias, que deixamos de olhar para dentro de nós mesmos. Sem perceber produzimos verdadeiras aberrações da natureza humana, uma vez que não aproveitamos a oportunidade que a vida nos dá para que possamos nos conhecer, investindo vidas inteiras numa eterna novela de costumes e hábitos, sem a menor reverberação interior.

Não parece absurdo o culto diário às fofocas de revistas e jornais, como se não tivéssemos vida própria?

Eis aí explícito o elo perdido.

Desobediência Civil

maio 26, 2008

Há cerca de 3 ou 4 anos li o livro: ‘Desobediência Civil’ de Henry David Thoreau, numa dessas edições pocket da L&PM. Pequeno, selvagem e de uma lucidez pouco comum ao homem intelectual e que se julga, moderno. Me devolveu o entusiasmo pela contundência pedagógica incomum no exercício de simplicidade e pureza da natureza humana.

A mensagem chave: É vital exercer a nossa ‘individualidade, compartilhando uns com os outros’, independente de qualquer surto de renovada coletividade que dê continuidade ao atrelamento de seres humanos, como se gado fossemos. Pra isso tem servido a política e seus instrumentos, salve raríssimas exceções. A coletividade somente tem sentido quando há compartilhamento real de energias/ conhecimento. Coletividade sem autoconhecimento é continuísmo político.

O livro também influenciou Gandhi como expõe o micro-multimídia: ‘Desobediência Civil’ que produzi : http://www.globalaio.com/desobediencia_civil.html, se não me engano em 2006, mesmo ano da Monica Fake. Particularmente foi um ano difícil e confuso, nada em comum com os 3 anos anteriores de grandes empreitadas, amor e viagens maravilhosas. Mas toda crise tem seu legado. Se por um lado a expressão refletiu certo descontentamento, em 2007 voltei a respirar e hoje melhor compreendo o percurso. A página virou.

Thoreau já havia me impressionado com ‘Walden’ há séculos atrás. Não me lembro dos detalhes, mas a sua contundente substância me aliviou o espírito ao constatar que homens como aquele existiam (no caso, e infelizmente, existiram..). O livro narra a sua experiência morando na floresta, quando tirou da natureza seu alimento para o corpo e o espírito, anotando de maneira bem rigorosa sua rotina, especialmente quanto ao consumo. Viveu uma vida digna de um verdadeiro ser humano: Tão livre quanto um homem adulto pode ser. Assim permanceu 2 anos e provou que é possível viver completamente fora do sistema político.

Thoreau foi enormemente influenciado por Rosseau e exerceu forte influência sobre os conceitos de resistência pacífica, desenvolvido por Gandhi e o movimento hippie.

A biblioteca Camões on-line tem o arquivo do texto em pdf, eu recomendo de coração, acho que é uma aula para qualquer pessoa ou idade. Segue o link desobediencia_civil.zip

Meditação, Informação, Política e Sociedade

maio 12, 2008

Eu poderia citar aqui dados científicos sobre o exercício da meditação, proporcionando o embasamento que a sociedade absorve como relevante. Mencionar a função dos níveis das ondas mentais: beta, alfa, teta e delta, mas o tema é pra lá de badalado, dados não faltam à sociedade da informação e também para o restante dos mortais que não obstante guiam suas escolhas pelas diretrizes apontadas por formadores de opinião. Hoje em dia, o que mais se consome no mundo é justamente: informação.

Na sociedade contemporânea a informação tem mais valor do que a experiência viva.

Através da meditação podemos observar o entorno com certa isenção partidária ou condicionamento social, melhor nos predispondo ao descondicionamento associado à retomada da experiência de vida. O que significa mergulhar numa primeira etapa de prática meditativa e orientada pela limpeza mental e emocional, reduzindo o nível de aceleração da freqüência mental, excessivamente acelerada na atualidade, atingindo o relaxamento e revelando benefícios em toda a constituição corporal.

Se focados numa consciência transformadora e renovada, podemos atingir o esvaziamento de conceitos, opiniões e argumentos de cunho puramente intelectualizados, abrindo espaços próprios de reconhecimento interno e necessidades intrínsecas. É quando estamos aptos à perceber certa vocação existencial ou aonde a vontade ‘in natura’ pode ser melhor acessada. Justo aonde o coração andava adormecido ou à deriva.

As nossas energias são consumidas até a última gota, ao investirmos numa realidade baseada na política que nos instrumentaliza através da educação e do trabalho compromentidos com os valores de um sistema corrupto e em franco processo de falência. Por trás desta constatação que não é nenhuma novidade, cada um de nós pode perceber num rápido exercício de observação(= meditar), tudo aquilo que lhe tem ‘roubado’ a energia e constatar o seu grau de envolvimento com o processo. O quanto tem investido numa filosofia de vida que de fato não suporta, pois não atende seus anseios mais íntimos e acaba por lhe frustrar a manifestação expressiva sem a qual somos incompletos e sujeitos a patologias de toda ordem.

Esta realidade, na qual investimos nossas vidas, foi amplamante enraizada pelo senso comum e tornou-se tradição.

À quem serve uma tradição que não se baseia em ressonância interior?

Estamos comprometidos com o continuísmo do ‘progresso’ oriundo de políticas que nada ou muito pouco nos trazem em reais benefícios sociais. Não percebemos ainda, concentrados nas vítimas que imaginamos ser, que, quem move o mundo de hoje somos nós, a chamada: Sociedade. Embora ainda não tenhamos despertado à consciência que a Humanidade requer, estamos despertando aos poucos através do amor incondicional a Vida, aonde ainda hoje existe separativísmo.

O separativísmo é a filosofia de vida que rege as diretrizes do mundo. E nem com todo o progresso que conquistamos, tal premissa sucumbiu. Vivemos numa sociedade que valoriza distinções de gênero, raça, moda, ou seja lá qual for o argumento do momento, uma vez escolhido, será devidamente, capitalizado.

É na construção desta filosofia ’sem pai nem mãe’, um mundo sem alma, que queremos continuar investindo nossos melhores esforços?

A meditação orientada em função das questões psico-emocionais que cada vez mais atingem o indivíduo carente de manifestação expressiva adequada, é um bálsamo que auxilia à tranquilizar o pensamento: afoito, ansioso, inseguro, nervoso, selvagem, medroso, inquieto, obsessivo e confuso, que muitas vezes nos leva abruptamente a respirar fundo – como se este simples ato, base de nossa natureza, precisasse de situações limites para que dele nos lembrássemos e somente assim aprofundássemos o inspirar…

Meditar é intrumento de autoconhecimento e pode significar para muitos auto-cura, uma vez que a prática nos auxilia a organizar e a clarear o pensamento que se torna apto a reconhecer motivações genuínas. Portanto: senhor de si e do corpo que conduz.

Somos ainda capazes de experimentar a Vida independente das condições e valores sociais?

Ou simplesmente perdemos a capacidade de reconhecer que erramos sistematicamente em não desenvolver capacidades próprias, como pensar e elaborar opiniões ao invés de capturar as opiniões alheias, por que bem conceituadas ou simplesmente porque é cansativo pensar e nem educados para tanto nós fomos?

Somos capazes de tudo aquilo que nos propusermos de maneira consciente, respeitando acima de tudo à nós mesmos. Mas é preciso chamar a responsabilidade para si, com coragem e discernimento pra enfrentar todo um mundo que vem na contramão. Um senhor passo para chegar ao outro com isenção de carências, respeito e compaixão.

Podemos, por meios políticos, reverter as condições sociais à nosso favor?

Mais do que no poder político a orientar massas, eu acredito na consciência desperta individualmente e manifesta pelo livre fluxo de nossas possibilidades em convergência. Não vejo grande futuro para profissões idealizadas como suporte à uma filosofia de mundo em declínio. Os políticos que aí estão(guardadas raríssimas exceções), foram ‘educados’ para serem funcionários da máquina, não possuem ideais muito menos princípios. É meio óbvio não? Nem tanto, o tal declínio das instituições não ‘derruba da noite para o dia’ tudo o que é preciso derrubar. Não dá mais para acreditar na Educação que forma funcionários e aborta os homens que poderíamos ser. O autoconhecimento é portanto, pré-requisito de uma educação de valores realmente democráticos, que proporcione a emancipação de consciências através do potencial individual. Sem quaisquer priorização quando a valorização dos potenciais, tendo o princípio ético como referência à Justiça igualitária. Assim é possível o esvaziamento de tudo aquilo que não nos serve à manifestação, e já vem há algum tempo ganhando expressão nas inúmeras instituições sociais que andam perdendo o sentido.

Sem qualquer sombra de desejos destrutivos, o que seria continuar a alimentar a velha civilização com o seu combustível predileto. Mas ciente da dinâmica das energias é natural a troca de ‘ares’…

Que ultrapassemos a histórica saga de dependência ao Poder pelo esvaziamento progressivo de um sistema manipulador, através do investimento em relações de elevado valor humano.

Encerrando eu diria que a Educação não é nada caso não privilegie o Autoconhecimento. E que a meditação é um de seus instrumentos fundamentais, uma vez que propicia manifestação, desenvolvimento e equilíbrio ao campo psico-emocional.