Posts Tagged ‘respeito’

Velho em termos de Quem?

agosto 11, 2010

O termo ‘velho’, não deveria ser empregado aos seres humanos. Pelo menos não com a conotação de ultrapassado como vem sendo sistematicamente empregado. É claro, tudo é uma questão de contexto. O tom da palavra é quem manda, quem fornece o verdadeiro significado. Neste caso, um ‘meu velho’, pleno em carinho, coisa de filha e pai ou amigos…, é de outro nível e portanto bemvindo.

Num exercício de reflexão, primeiro feche os olhos. Faz todo o sentido quando desejamos orientar a imaginação, fechar os olhos. Isso por que ao fechá-los, temos maior facilidade em voltar a atenção para dentro, olhar para Si-Mesmo.

Então, ao olhar pra dentro, indepedente se criança, jovem, maduro ou idoso, podemos observar cada uma destas etapas da vida e reconhecê-las como tal, apenas etapas.

O ser humano é muito mais do que aparência. Quem insufla de vida a carne que enruga é o espírito. E alguém já viu espírito enrugar? Podem perguntar a ciência que aguardamos sentados, pois um dia ela chega.. O conhecimento é acúmulo e pode facilmente ser ultrapassado. A Sabedoria jamais.

Colocar-se no lugar do outro faz todo o sentido.

Que tal uma campanha contra o uso do termo ‘velho’ para designar idosos?

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Vida Normal?

agosto 17, 2008

Li hoje numa matéria sobre a ‘Lei Seca’ para quem vai dirigir, o relato de um instrutor de trânsito que colocou sua mulher para recaptular as aulas sobre a matéria, para que ele pudesse sair nos finais de semana, beber e ter uma vida normal.

O que o citado cidadão chama de ‘vida normal’ significa consumir álcool nas festas de aniversário e casamento que frequenta nos finais de semana sem problema quanto a volta para casa. Interessante – pra não dizer, triste – enxergar como ‘vida normal’ uma prática social que, associada ao ato de dirigir, aumenta devastadoramente o índice de mortes no trânsito.

Eis o exemplo do quanto um hábito condiciona a vida e a torna tão pequena quanto a incapacidade de se enxergar além em meio a um mundo de possibilidades.

Eu não tenho nada contra o consumo do álcool, nem poderia ter, apesar de não ser mais nenhuma ‘entorna todas’, assino embaixo dessa lei. Poucas vezes se vê bomsenso na política, quando acontece é importante apoiar. Apesar da atitude parecer impopular é um raro exemplo de coerência e respeito a Vida. 

Quem confunde o divertimento que uma festa naturalmente pode proporcionar com os efeitos relaxantes ou de euforia que o álcool produz – e somente assim de diverte – pode ser considerado um dependente psico-emocional. Infelizmente o exemplo não pára por aí, são muitos e variados. O dependente psíquico-emocional é a regra numa sociedade pré-moldada e globalizada, onde tribos e guetos não são mais pequenos redutos de revolucionários e alcançam a esfera dos bilhões.