Posts Tagged ‘sustentabilidade’

Índio turísta e Branco verde

junho 23, 2012

Uma coisa me chamou a atenção nesta Rio+20: os índios fotografando(como turístas), usando copos de plástico, bebendo cerveja, usando óculos de grau.. E o julgamento fácil e rasteiro que fazem dos mesmos.

Não sou purista. Não acho que temos o direito de condená-los pelo afastamento das raízes. Seja o mesmo momentâneo ou definitivo. Nós que, por um lado, roubamos suas terras, e que por outro, também temos raízes que pouco valorizamos. Mas….preferimos inventar culturas. Boas e ruins.. Inclusive a infeliz cultura do preconceito que julga sem conhecer a experiência do outro (isso renderia muito papo, mas meu foco agora é outro).

Curioso foi observar o índio como turísta, invadindo o mundo civilizado, camuflado pela nossa cultura! Que inversão fantástica!

A leitura óbvia é a inversão de posições. Eles – apetrechados de nossa cultura – na contrapartida da discussão que propomos, em prol da sustentabilidade/ economia verde. Mas se aproximaram para se preservarem. Eis que as imagens, os registros comportamentais, nos permitem enxergar que estamos de alguma maneira sim, convergindo para uma cultura diversa. Mas atualmente, esta cultura se manifesta por uma hegemonia em escala global. Ambiguidades…

Estamos convergindo e nos encontramos (no extremo ocidente)a meio caminho de um certo caminho do meio(sabedoria oriental). Possibilidade incrível com a propriedade de nos libertar das posições de ataque ou defesa(guerra e paz), com as quais erguemos a cultura ocidental(hoje global)…

Imagine-se livre das posições extremadas que criam oposições e toda sorte de fanatismo. Onde o drama é o eixo fundamental dessa cultura de atrito. E o nosso sangue o espírito-combustível. Mas esse mundo está afundando.. E a sociedade emerge mais madura(à passos de cágado mas, emerge). Dela depende: o fim do teatro-político, a transformação do cenário terrestre e a emancipação do personagem humano em homem de verdade.

Mas a ambiguidade ainda existe: Gostei e não gostei de ver os índios fantasiados de civilizados. Abri um sorriso instintivo que ainda tô digerindo, mas acho que compreendo o espírito da coisa.

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Home

agosto 12, 2010

A dica boa para o final de semana que está chegando é pipoca com Home.

Home é um documentário de 2009, do diretor Yann Arthus-Bertrand e do produtor Luc Besson, sobre a degradação do planeta Terra e a influência do homem neste processo. Em toda a história de nossa civilização, jamais tanto foi degradado em tão pouco tempo.

Se hoje nos vangloriamos por tantos avanços tecnológicos e sociais, deveríamos refletir mais profundamente pra perceber que o grande desafio de nossas vidas está em sair do campo das retóricas sensacionalístas que serviram apenas ao imperialísmo de um progresso destruidor, e reorientar a inteligência para o único desafio que realmente faz sentido, que é a constituição de uma política global de uso compartilhado das energias terrestres que não mais deflore o planeta! Que não mais destrua. Ao contrário, é da maior emergência que comecemos a construir uma nova realidade que restitua à Terra e aos homens condições de sobrevivência compatíveis com a inteligência que se propaga ter alcançado.

Como agir mediante o problema? Um planeta que perdeu boa parte de seus recursos naturais, degradação que tem provocado alterações geográficas e climáticas sem precedentes, provocando alterações na ordem natural da Vida.

O planeta precisa da atenção de todos, o desafio agora está em saber cuidar da Terra.

A nossa responsabilidade não está em apenas pagar as contas do mês e reproduzir isso até o final de insípidas vidas, para então reconhecermos o quão negligentes fomos e nos alentarmos com um ‘mea culpa’ qualquer. Se assim caminharmos, nem a um fim hipócrita teremos direito. E apesar de todo o drama, este não é aparente, é realidade. É bom que assim seja, talvez desperte quem se acostumou a sucessivamente não encarar seus dramas de frente,  buscando subterfúgios de todos os tipos, produção de uma sociedade que prefere a ilusão de uma cultura de entretenimentos supérfluos: celebridades, comida, drogas, sexo e consumo excessivos. Um materialismo exacerbado, onde o homem abre mão de sua porção espiritual não há como transcender a consciência, não havendo como existir de verdade. Eis o atual estágio de consciência de boa parte da humanidade, um grande retrocesso existencial, uma vez que anula a evolução anula a vida. Todos temos responsabilidade perante a Terra. Portanto precisamos juntos mudar esta realidade que só tem acarretado destruição e miséria, em todos os sentidos.

Home, aborda a exuberância da geração de vida no planeta, a interligação de tudo formando um sistema onde a energia clama por uma consciência de compartilhamento, antes que seja tarde demais. E disso estamos muito próximos, calculam os especialístas que não temos mais do que uma década para mudar a situação. Mostra ainda exemplos de políticas nacionais de aproveitamento da energia solar ‘cultivar o sol’ (Alemanha), ou energia eólica (Dinamarca) atingindo de 15 a 20% da energia consumida. Menciona a exemplar postura de neutralidade bélica da Costa Rica, onde os investimentos massivos saíram do armamento, reorientado à restauração da vida no reflorestamentos de áreas desmatadas e na ampliação da educação à toda população.