Archive for the ‘Consumo Consciente’ Category

Suco Verde – Preparo

setembro 27, 2012

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Cadê o formador de opinião brasileiro?

abril 1, 2012

O mundo contemporâneo produz boçalidades ‘do tipo Michel Teló’ , que soeguido, da noite para o dia,  à categoria de celebridade, passa a influenciar os desprovidos de cultura/ formação substancial, ou simplesmente, os desprovidos de bomsenso. Na realidade influi até na vida de quem se acha longe disso tudo, uma vez que o brasileiro médio ainda vive como orangotangos bem adestrados pela tv seriada, a reproduzir gracejos novelescos – o que significa piadinhas pseudo inspiradas. Uma tragédia contemporânea originária dos primeiros ecos de nossa subtalhada consciência civililadora.

A sociedade está longe do alvo principal de toda a corrupção que assola o país, ao mirar Michels Telós e Renatas Canvas. Exposta como o algoz e não à toa vestida de fera no padrão  ‘oncinhas’, em recente reportagem do Fantástico sobre a corrupção em hospitais públicos brasileiros. Como se o Brasil inteiro não soubesse que licitação pública, neste país, é sinônimo de corrupção, nos voltamos à superfície do problema e elegemos a ‘mulher de oncinha’ pra Cristo. Mas o que fazemos sobre as licitações corruptas? Piada e nada além.

O pior em nossa sociedade é a insuficiência de formadores de opinião conscientes dos absurdos da política praticada no Brasil – corrupta, desumana, lesadora dos direitos e do patrimônio do brasileiro –  que pouco ou simplesmente nada fazem para ajudar na ampliação das consciências.

Todos sabemos que sair da chamada ‘zona de conforto’ não é para qq um, e que a maioria não o faz.

Mas tem gente que, detém tantos espaços e obteve tantas oportunidades de atingir o grande público que deveria atuar como transformadora da sociedade. Cadê a responsabilidade social da opinião pública brasileira??????? Cadê os ‘melhor servidos de consciência?’ Por que não doam um pouco do que possuem, em termos de reflexão compartilhada e esclarecimento, para ativar as consciências alheiras? Há dentre literatas, artistas plásticos, atores, músicos e empresários da cultura gente muito bem preparada e disposta. Por que não reunir estas forças e empreender uma faxina na nossa política? Só depende de nós não sermos mais separativístas e nos posicionarmos nos limites dos eixos curtos de nossas especialidades. Só depende de nós reunir as forças entendendo que arte de verdade é muito mais um modo de fazer, do que uma ou outra prática de status e mercados duvidosos, pois especulativos.

Só depende de nós ampliar a consciência de todos os nossos irmão. Somos todos humanos e merecedores de recursos, oportunidades e realização de sonhos.

 

ECAD cobra do próprio autor ?!?

março 11, 2012

Protejam seus blogs do ECAD! Ele quer fazer fortuna as nossas custas!

http://oglobo.globo.com/cultura/ecad-cobra-taxa-mensal-de-blogs-que-utilizam-videos-do-youtube-4233380

Tô cheia de reclamar dos serviços mau feitos, deturpados, lesadores e corruptos. Os exemplos são muitos, e todos conhecemos. Mas pra citar o absurdo da coisa, o Procon, que deveria estar ao nosso lado, é um embuste arrumadinho. Enrola horrores e bem maquia sua atuação. O Direito do Consumidor existe mas as lojas estão cheias de condições que burlam o mesmo e ninguém resolve isso! É estarrecedora, por exemplo, a quantidade de casos de abuso na cobrança e prestação de serviços ‘não solicitados’ no sistema de telefonia/celulares, que chega ao Procon. E as questões não são resolvidas, nunca! E se reproduzem anos a fio.. Mas os jornais continuam a publicar casos resolvidos pelo Procon. O que serve para que a opinião pública acredite no sistema e – através de sua máxima ignorância – o valide! E tudo continua igual.

Quem tem o Poder, nesta filosofia macabra de ‘consumísmo vazio’, na qual vive-se, é o consumidor. Mas um Poder sem Consciência é um prato feito para a corrupção desta política brasileira. A qual, infelizmente, em maior ou menor grau, sustentamos.

Não sou e nunca fui consumísta. Ainda assim estou repensando tudo aquilo que consumo e sei que vou descobrir, ainda que poucos, alguns excessos. Por que, em sociedade, não consumismo sozinhos. Consumísmo além dos próprios gostos, somos também movidos pelo inconsciente coletivo. Mas podemos acordar desta aberração de vida.

Médicos, Monstros e Misericórdia aos Seres Humanos

outubro 12, 2011

Fiz a minha primeira incursão no sistema público de atendimento hospitalar na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Se o sistema privado está cada vez mais ruim, por que pagar por ele? Nós seres humanos somos muito medrosos e acomodados, MESMO! Há muito tempo venho lutando para me excluir deste grupo ao qual a grande maioria pertence, o grupo dos medrosos. Não é preciso apenas ter consciência do processo, é necessário certa dose de coragem e vontade para ultrapassar limites geralmente arraigados sem ‘fio da meada’ que nos sirva de ‘bula’.

Racionalizei toda a situação e resolvi ir no que de melhor me parecia, o sist. público pode oferecer. Escolhi a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Há pequenas correções físicas a implementar (besteiras que podem vir a se tornar significativas se nada for feito). Bom momento pra se mexer, quando consciência e espírito de encontram.

Por outro lado, há muito alimentava este desejo de ‘ir a campo’, usufruir do sistema público de saúde, o qual sustentamos durante toda a vida, mas é como se não soubéssemos disso.. Uma vez que não se exige que este seja o nosso modelo de saúde. Não se luta para a sua melhoria e não se faz nada além de apontar os absurdos. Prefere-se pagar 2 vezes pela saúde que de uma maneira ou de outra não satisfaz.

Gostaria de ressaltar para que sirva de reflexão profunda : ambos os sistemas não nos servem bem. Não cumprem as suas funções com dignidade. Cabe a nós solicitar o que nos é devido ou nos assumirmos reféns de uma política cruel e miserável. A exceção são os planos de saúde ‘master do master’ que atendem a um percetual irrisório da população. Mas nós estamos falando da maioria dos seres humanos. E no geral, você consegue marcar consulta para bem além do que necessitava. Você não tem cobertura para serviços que gostaria ou precisaria ter. Você precisa arcar com despesas extras e nem sempre é totalmente reembolsado. Nem sempre é reembolsado.. Você muda de médico sempre em busca de maior atenção, por que aqueles que lhe atendem mau olham nos olhos. Você espera um tempão para ser atendido mesmo quando agendou horário e quando é ‘atendido’, o que acontece não poderia ser chamado de atendimento. Em geral é a expressão de – um mau-hábito, cada vez mais arraigado em nossa sociedade: atender sem escutar – Por que se presume que você é mais uma estatística dentre tantas outras. Estatística esta que pode ser razoavelmente controlada através de um farmaco-parceiro. O que importa é que funcione por algum tempo, alimentando um ciclo macanicamente vicioso entre doença e saúde.

Acho sinceramente que médicos deveriam ser mais sensíveis a psicologia de seus pacientes. Deveriam ainda instruí-los, atuando de maneira a educar, relacionando : sintomas ao ‘comportamento’ , à psique de seus pacientes. Quando preciso naturalmente lhes direcionariam para um especialísta.

Hoje em dia, racionalizar para mim significa economizar energia acima de tudo para melhor orientá-la e produzir exatamente aquilo que desejo produzir. Sem perdas, sem confusões, sem estresse, com a clareza própria que emana da consciência quando praticada.

Fui atendida pelo dr Rafael (‘por acaso’ homônimo de um de meus guias espirituais ; ). Poucas vezes um médico do sistema privado me olhou nos olhos, enquanto me atendia, e me explicou com tanta minúcia sobre a questão que lhe trazia, respondendo cada uma de minhas analíticas questões com a maior das paciências. E olha que esse Médico era solicitado por inúmeras pessoas (residentes e colegas com menos experiência) em meio ao nosso atendimento. Uma calma, uma paz, um discernimento angelical em meio ao caos.

E em meio ao caos me vi sorrindo e feliz por que as pessoas vinham e vinham solicitar-lhe a atenção. O sist. privado nunca me proporcionou nada parecido: confiança, troca real e paz de espírito. Melhor mencionar a experiência como um todo.

O caos existe, é imenso, devastador, e está também por lá onde se pode conhecer muito martírio, a dor e o descaso, especialmente em relação as condições institucionais. Mas ali também conheci um Médicos de verdade. Além disso, um profissional como não se vê em qualquer parte. Muito além de tudo o que a nossa sociedade tecno-pop-lógica e suas idiossincráticas virtualidades vem construindo,  diante de mim estava um legítimo ser humano a serviço dos outros.

Cultura Humana ou Bestialidade? Quem Escolhe é a Sociedade

abril 8, 2011

Desde os primeiros atentados em escolas ou universidade americanas, escrevo sobre o tema. E o tema a que me proponho recorrer, em função do atentado de hoje na escola Tássio da Silveira de Realengo, no Rio de Janeiro, continua na contramão do que leio e ouço por aí. Não me interessa remoer os pormenores da tragédia, mas entender profundamente o fenômeno.

Neste caso, o sentimento e a razão andam em conjunto. Recorro sempre a incompetência educacional que não é novidade alguma, inclusive por que é histórica, mas vou enfatizar aqui que a mesma não é mérito das escolas, mas da sociedade. E adiante explico. Por enquanto basta mencionar que em qualquer âmbito da vida social, falta educação e consciência que privilegie a cultura humana e possibilite ao indivíduo conhecimento a respeito de si-mesmo. Educação seria portanto, não apenas responsabilidade da escola, mas de toda e qualquer instituição humana, e de cada um de nós.

Mas é necessário que o movimento comece no ‘seio familiar’ e nas escolas, do contrário é o caos em que nos encontramos, onde ninguém se entende, e naturalmente, ninguém pode compreender o outro.

Numa escola seria adequado que todo ser humano pudesse conhecer os seus talentos potenciais e talentos os quais utiliza sem ainda consciência que lhe possibilite focar num sentido que lhe seja satisfatório. Também é fundamental a noção de limite e incursões pelas manifestações criativas. Mas não como se convencionou perpetuar, quando as disciplinas criativas são desprestigiadas perante as demais, mas obrigatórias ao currículo tornaram-se, em boa parte dos casos, um estorvo na compreensão das crianças que delas querem se ver livres. E assim formam-se adultos hiper limitados. Uma bestialidade que destitui de muitos a crença na própria criatividade.

Ser criativo não é mérito exclusivo de artistas, assim reconhecidos por mais uma conveniência sócio- econômica. Ser criativo é uma condição de nossa humanidade.

A educação precisa servir à evolução humana, realizando potenciais. Enquanto estiver comprometida com o Poder (indústria e mercado de uma política capitalista selvagem), estará sustentando todo tipo de preconceito e desequilíbrio.

 Não é à toa que numa filosofia de mundo de preconceitos descabidos e rara noção de respeito e tolerância, tenha-se proliferado tanta revolta em atitudes mortais tendo como alvo tudo aquilo que represente educação. A instituição faliu! Vamos assumir o erro e enterrá-lo para que possamos criar algo de novo. Ou seja: EDUCAÇÃO PARA SERES HUMANOS.

Ou o homem acorda e se transforma pra poder então refletir um novo mundo, ou continuaremos a ver as crianças, os homens e a Terra em desatino. Desde que nascemos somos tratados pelo sistema como insumo do mesmo. E pra isso somos educados e trabalhamos. Escravidão disfarçada por uma suposta democracia.

O trabalho, a luta pela ‘sobrevivência’, não pode ser mais importante do que a evolução de nossos filhos. Se o trabalho e a luta pela ‘sobrevivência’ fossem a realização de um sonho baseado numa superfície de Amor, não haveriam mais distúrbios sociais, nem doenças, nem indústrias farmacêuticas..

A noção de Paraíso não é um delírio religioso. É um saber popular presente em inúmeras culturas. Ele existe bem longe do Poder e bem dentro de cada um de nós. A maioria – ainda – não o enxerga por que não se enxerga. Não acredita, por que não crê em Si. A isso chama-se, perdição.

São evidências de um estado de perdição: Se há 2 décadas (entorno) homens matam crianças em instituições de ensino (especialmente americanas) a questão não é algo isolado, trata-se de um problema de toda a sociedade.

O homem que atenta ferozmente contra o seu semelhante não teve condição de reconhecer em si a humanidade que deveria ser cultivada em todos nós, desde os tempos da infância. E onde esteve a educação que não observou, através de seu departamento de psicologia/pedagogia, os desvios psíquicos de seus alunos? AUSENTE. A psicologia nas escolas não serve aos alunos, mas ao sistema de ensino que precisa ser cada vez mais eficaz e moderninho para atender quem? O Mercado..

É necessário rever a educação como um todo e pensar especialmente na inclusão realmente atuante e significativa dos recursos provenientes das práticas terapêuticas para o saudável desenvolvimento humano. Desta maneira haveria condições de se proporcionar apoio efetivo às questões individuais. A psicologia quando bem empregada faz todo o sentido, além de ser uma verdadeira dádiva poder ultrapassar problemas psíquicos com o suporte de outro ser humano, que de uma maneira ou de outra, nos ajuda a refletir melhor sobre as condições de nossas vidas. Psicologia ao meu ver precisa estar integrada à Educação pelo viés das Artes(sejam estas quais forem), ensinando o indivíduo a melhor se reconhecer.

Não estamos aqui, de forma alguma, retirando a responsabilidade do indivíduo em relação ao atentado. Queremos refletir sobre o quanto somos também fruto de nosso entorno. E que portanto precisamos trabalhar em conjunto. Precisamos aprender a trabalhar em conjunto respeitando a diversidade que é a grande característica de um espírito verdadeiramente humano. Precisamos antes de mais nada evidenciar a co-autoria da sociedade em relação aos atentados envolvendo instituições de ensino, que há mais de década reincidem, uma vez que é a sociedade que investe num modelo falido, não se aplicando em transformar o que existe de desumano em seu meio. É esta sociedade que alimenta, conscientemente ou não, o surgimento de tais distúrbios sociais.

Aquilo que nutre as degenerações do humano vem de um modo de ser e atuar separatista e preconceituoso. Um modo de ser que evoca o Poder de uns sobre os outros.

A opinião pública que deveria nos ajudar a refletir sobre a profundidade da situação, para que pudéssemos chegar aos pormenores do fenômeno, permanece na tábua rasa da reflexão: ferozmente aponta a delinqüência e a classifica de loucura como quem enxerga longe. Redes de televisões e jornais reproduzem esta que é a lógica que alcançam. Pronto, está montado o circo do sensacionalismo que logo será elevado, da miséria humana às categorias de mito dos horrores, ao estilo greco-hollywoodiano em mais um grande circuito de bilheterias recordes.

Uma filosofia de vida como esta e a sociedade continua a enxergar culpados de ocasião.

Apenas se enxerga o que o culto a crescente desumanidade possibilita enxergar. Meia verdade, meia consciência.

Precisamos refletir além para transcender padrões. Precisamos entender que LOUCA É A SOCIEDADE (ou mais humano seria mencionar a nossa incomensurável IGNORÂNCIA) que investe, dentre outras coisas, num sistema educacional que nasceu pra servir ao modelo industrial. E que o homem se frustra por ausência de cultura genuinamente humana.

Onde há Poder não Existe Amor.

Hoje estou de luto. O envio de Reiki noturno será especialmente orientado às crianças da escola de Realengo.

ATENÇÃO: União Européia vai votar pela proibição do uso de remédios naturais

março 31, 2011

Gente desculpa não arrumar direito este post, o tempo está curto. O mesmo foi me passado por uma grande amiga e o considero da maior urgência. Acabei de entrar no site pra votar contra essa atrocidade. E peço que leiam com atenção, se deixarmos isso acontecer na europa, em pouco tempo a indústria farmacêutica vai acabar com a saúde de milhões de pessoas, nossos irmãos, humanos como nós. E este Poder maligno chegará aqui também. Tenho muitos amigos na França, Portugal e Espanha que somente usam homeopáticos e óleos essenciais há anos e são super felizes e saudáveis! Vamos agir!!! LINK abaixo pra votar. Já mandei ver.

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IMPORTANTE, LEIA, SEU FUTURO COMEÇA AQUI

Este ano a União europeia vai votar pela proibição do uso de remédios naturais como óleos essenciais, plantas medicinais, homeopatia e acupuntura. Se for aprovado, toda a Europa vai estar proibida de usar eles para tratamento de qualquer doença. Será proibida também a venda livre de ervas, chás e óleos essenciais e produtos associados. Somente laboratorios grandes poderão vender e usar tais técnicas. E a população ficará à mercê destes. Comunismo, caça às bruxas, desastre global contra a liberdade da humanidade! Os grandes laboratórios faturam e a população tem de seguir permitindo que só eles fiquem ricos, Usando seus antibioticos, analgésicos sem sequer ao menos poder ter uma erva como manjericão plantada no quintal. O video é em frânces, mas chocante. Isso tem de ser repassado a todos no mundo! Não deixe de repassar. Nós podemos votar online impedindo este absurdo no endereço da petição abaixo, não deixe de votar, proibir isso aqui na américa latina será um próximo passo.

LINK DO VIDEO: http://www.defensemedecinenaturelle.eu

VOTE NA PETIÇÃO PARA IMPEDIR A PROIBIÇÃO DAS MEDICINAS NATURAIS:  

http://www.defensemedecinenaturelle.eu/signerlapetition.php

Voce não precisa entender francês para votar. PODE COLOCAR SOMENTE O SOBRENOME E NOME, E AO FIM O SEU EMAIL!!!!! Repasse ao máximo de pessoas, todos deste planeta tem de votar contra!

Imagine o futuro que nossos filhos terão, isso não pode acontecer. “O medicamento que cura completamente não é rentável”

 [O Prêmio Nobel de Medicina de1993, Richard J. Roberts, revela em entrevista ao La Vanguardia que muitas das doenças hoje crônicas são curáveis, mas para os laboratórios farmacêuticos não é rentável curá-las completamente; os poderes políticos sabem, mas esses laboratórios compram seu silêncio, financiando suas campanhas eleitorais.]

Pergunta > Qual é o modelo de investigação que lhe parece mais eficaz, o americano ou europeu? Richard J. Roberts < É óbvio que o americano; onde o capital privado tem parte ativa é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espetacular da indústria de informática, onde o dinheiro privado é que financia a pesquisa básica e aplicada, mas para a indústria da saúde… Eu tenho minhas reservas. Pergunta > Eu o ouço. Richard < A pesquisa em saúde humana não pode depender somente de sua rentabilidade econômica. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas. Pergunta > Explique. Richard < A indústria farmacêutica quer servir ao mercado de capitais… Pergunta > Como qualquer outra indústria. Richard < Não é apenas qualquer outra indústria: estamos falando sobre a nossa saúde, nossas vidas e as de nossos filhos e milhões de seres humanos. Pergunta > Mas se são rentáveis, investigariam melhor. Richard < Se só pensar nos benefícios, você para de se preocupar em servir às pessoas. Pergunta > Por exemplo… Richard < Eu verifiquei, como em alguns casos, que pesquisadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes, que eliminariam completamente uma doença… Pergunta > E por que deixam de pesquisar? Richard < Porque as companhias farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curá-lo quanto em obter de dinheiro, de modo que a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam completamente, e sim tornam crônica a doença; fazem experimentar uma melhoria, que desaparece quando deixa de tomar a droga. Pergunta > É uma acusação grave. Richard < É comum que os farmacêuticos estejam interessados em linhas de pesquisa, não para curar, mas apenas tornar crônicas doenças com drogas mais rentáveis que as que curam de uma vez e para sempre. E não tem mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica e verificar o que digo. Pergunta > Existem os dividendos que matam. Richard < Por isso lhe dizia que a saúde não pode ser um mercado, não pode ser entendida meramente como um meio de ganhar dinheiro. E por isso eu acho que o modelo europeu de capital público e privado misto torna menos fácil estimular esses abusos. Pergunta > Um exemplo desses abusos? Richard < Deixaram de pesquisar antibiótico porque são muito eficazes e curavam completamente. Como não foram desenvolvidos novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, na minha infância havia sido derrotada, está ressurgindo, matando neste ano passado um milhão de pessoas. Pergunta > Você não está falando do Terceiro Mundo? Richard < Este é outro capítulo triste: apenas investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou falando sobre o nosso Primeiro Mundo: o remédio que cura completamente não é rentável e, portanto, não irão investigá-lo. Pergunta > Os políticos não estão envolvidos? Richard < Não fique muito esperançoso: no nosso sistema, os políticos são meros empregados dos grandes capitais, que investem o necessário para eleger os seus filhos, e, se não são, compram aqueles eleitos. Pergunta > Há de tudo…

Richard < Ao capital só interessa se multiplicar. Quase todos os políticos – e eu sei o que digo – dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas, que financiam suas campanhas. O resto são palavras…

A Questão da Arte no Discurso dos Homens

outubro 24, 2010

Discurso de homens! Gerald Thomas entrevistando Michel Melamed(esta é a 5a parte de 6, o resto está no youtube). Michel é aquele tipo de figura genial fofa e vocacionadíssima pela linguagem-flash das novas mídias em versão conteúdo de tirar o fôlego, que, comendo pelas beiradas, vai se inserido. E com ele as nossas esperanças.. (o contemporâneo que transmuta seu espaço).

Gerald é o gênio detonador(tem o espírito destruidor dos revolucionários modernos). Adorei o seu, The Flash and Crash Days. No vídeo acima, ele questiona os valores milionários atribuídos a certos artistas. O Michel contemporaniza, diz que olha para o que lhe interessa, concordo com sua  ‘política espiritual’. Mas o fato é que os espaços são reduzidos e as escolhas, em boa parte, são de interesses no mínimo amplamente questionáveis, enquanto artistas realmente CRIADORES, ficam de fora. É mais do que fato, é ranço! Na política e cultura o que mais se vê é apadrinhamento, ou digamos em outros termos, ações entre amigos. Todo mundo tem o seu grupo de afins, mas quando o negócio envolve verba e interesse público, nem nomeações deveriam ser permitidas.

Voltando a questão para os espaços artísticos, então sobra espaço pra quem¿ Só para os gênios dos gênios, o que não deveria interessar à uma sociedade que se diz inclusiva. Afinal, o que fazer com o resto dos artistas¿ Manda pro BBB ou dá um emprego no banco, ou seja, fuzila e depois pergunta: faz o que pra sobreviver¿ Cospe no cadáver e lava as mãos.

Só um parênteses no Gerald. O Duchamp não me parece ter detonado a arte pela arte, mas a arte pelo mercado que se produziu entorno dela. Logo, se o mercado destrói a arte, ele como campeão de xadrez que tb era, estrategicamente subverteu o sistema, produzindo uma arte que colocou em cheque os parâmetros do próprio sistema. Isso sim é uma puta-deusa-e- abençoada jogada de mestre, Arte!

Gerald e Michel, ambos atualíssimos deveriam ter espaços de valor no cotidiano brasileiro, com tanto formador de opinião inútil propagando uma cultura de mesma qualidade é sacanagem o Gerald não ter seu lugar cativo entre nós.

Mas é isso,  a nossa pátria continental ainda não foi devidamente pluralizada, divisão de renda é artigo sensacional, tipo Bolsa Família, o cachê da miséria nacionalmente instituída vale uma reeleição.. Êee nós, povinho sem pai nem mãe.

O meu voto é nulo.

Mudança de Servidor

março 16, 2009

O Globalaio vai ficar fora do ar até que eu consiga resolver os problemas que surgiram. Na base está o péssimo serviço do provedor Insite, que não consegue mais dar suporte técnico direto, estou há 1 semana de protcolo na mão para que façam uma simples transferência de domínio… E o novo provedor do domínio: o SpeedServ, aguardando a bondade do Insite em efetivar o seu trabalho para que possamos fazer em definitivo a transferência.

Por outro lado eu estava reformulando tudo mesmo, então a situação ocorreu na hora que tinha que ocorrer.

O Blog continua por aqui. Perdoem qq inconveniente e bola pra frente.

O Pão Bento e os Níveis de Consciência

janeiro 29, 2009

A velha nova história sobre os níveis de consciência que os seres humanos possuem e mal se dão conta.

Embora esteja cada vez menos comendo carboidratos, compro pelo menos uma vez por mês o Pão Bento. Dizem, é feito em moinho de pedra na ilha do governador. Escolho sempre o pão integral preto,  uma delícia para o meu paladar.

Da última vez, enquanto procurava a data de validade no saco, me dei conta que era de plástico. Puts, que droga! Os caras fazem um pão delícia e metem dentro de embalagem plástica.

Não podemos desconsiderar que alimentar a produção de plástico é contribuir com um processo de desequilíbrio ambiental em devastador ‘progresso’.

Enquanto eu e minha consciência estávamos conjecturando com o saco de pão erguido na altura dos olhos, uma senhora desconhecida apontou para o mesmo e disse  :

“Esquisito esse pão  preto, duro! Tem gosto não, né.”

Não captei se era afirmação ou pergunta. Disse sorrindo:

“Eu gosto. Pra quem se habituou a comer pão torradinho, sem miolo a base de bromato de potássio, pode parecer esquisito mesmo..”

Ela sorriu de volta:

“Eu adoro pão francês bem torradinho! Sem miolo é claro, pra ficar esbelta!” 

Virou-me as costas e correu atrás da amiga :

“Espera Marlene!”

Há pouco eu achava esquisito produzirem pão natural (processo artesanal, tradicional) e embalarem em plástico, material industrial produzido excessivamente em todo o mundo ainda que comprovadamente nocivo à integridade ambiental. Já a senhora que me abordou não compreende a diferença entre o valor nutritivo de um pão produzido através de processo industrial e outro através de processo natural. Concentra-se apenas na aparência que as coisas e ela própria tem. Não alcança que se adoecer de um câncer devastador provocado pelo consumo excessivo de comida industrializada, ou que se a Terra adoece de maneira igualmente devastadora, não haverá aparência que nos salve.

Esquisito é o caos que habita os seres humanos. Mas compreensível.

Falta-nos o discernimento necessário para enxergar a natureza dos diferentes valores em meio ao contexto diverso em que vivemos. O contexto que nos habita. Infelizmente esta noção de base, que é fundamental para o nosso bem-estar é compreendida como alternativa. Inversão de valores típica do mundo moderno, que, em boa parte, substitui o que é natural pelo que é artificial, produtivo e fundamentalmente rentável..

Neste contexto de modernidade, substituímos a noção do experimento como base de autoconhecimento. A Família e a Educação não apenas se adaptaram e seguiram o progresso, como o sistematizaram constituindo nova cultura. O mundo moderno produz conhecimento destinado ao consumo progressivo. Conhecimento que não se experimenta, apenas se apreende e se devora.

Ao nos afastarmos da Natureza, nos afastamos de nós mesmos e perdemos o discernimento perante a Vida.

Pena que dona desconhecida foi atrás de Marlene! Poderia ter me proporcionado um grande aprendizado, se eu conseguisse equalizar a minha linguagem à sua consciência. Gostaria de poder lhe mostrar que o mundo é feito de infindáveis gostos por trás d’ alguns hábitos que desenvolvemos como vícios terminais.

Tome Cuidado!

dezembro 29, 2008
tome_cuidado2

No espírito da Arte subversiva, encontrei esta peça na Zupi – revista que desenvolve um trabalho maravilhoso de divulgação de novos artistas e implementação do chamado marketing recíproco. Publica conteúdo de primeira enquanto proporciona um canal de visibilidade para os seus selecionados.

Depois de décadas a serviço da filosofia dos ideais, eis o marketing demonstrando que o Mercado pode muito bem se adaptar a nosso favor. Principalmente em tempos de emergência da consciência Humana em escala global.